sexta-feira, 9 de março de 2012

SUGESTÃO PARA ORAÇÃO EM GRUPO DE CASAIS


Oração do Pai Nosso
e da Ave Maria

Tempo de oração pessoal:



                                  Leitura do. Evangelho: Lc 10, 25-37.

“Levantou-se um doutor da lei e, querendo por Jesus à prova,
perguntou: Mestre, que devo fazer para possuir a vida eterna?
Disse-lhe Jesus: O que está escrito na lei? Como é que lês?
Respondeu ele:
Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a
tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu pensamento e a teu
próximo como a ti mesmo.
Falou-lhe Jesus: Respondeste bem; faze isto e viverás.
Mas ele, querendo justificar-se, perguntou a Jesus:
Mas quem é o meu próximo? 
Jesus então contou-lhes uma parábola onde dizia:
Um homem descia de Jerusalém a Jericó, quando foi
atacado por ladrões que o despojaram de tudo, agredindo-o e
deixando-o à beirada estrada, quase morto, com muitos ferimentos
Por acaso seguia pelo mesmo caminho um sacerdote. Ele
viu o  homem caído, gemendo, e passou adiante. Igualmente um levita,
doutor da Lei, passandopor aquele lugar, viu o pobre coitado e passou
também adiante.
Um samaritano que viajava naquela estrada, chegando àquele
lugar, viu o homem ferido e moveu-se de compaixão. Aproximando-se,
enfaixou-lhe as feridas,limpando-as e ungindo-as com azeite e vinho.
Depois, colocou o homem sobre a sua própria montaria e levou-o   
a uma hospedaria onde cuidou dele.
No dia seguinte, deu dinheiro aodono da hospedaria, dizendo-lhe:
Trata dele com cuidado e carinho. Se esse dinheiro não for suficiente,
quando voltar lhe pago a diferença.
Terminando a parábola, Jesus perguntou: Qual destes três parece
ter sido o próximo daquele que caiu nas mãos dos ladrões? 
Respondeu o doutor da Lei:
Aquele que usou de misericórdia para com ele.
Então Jesus lhe disse:
Vai, e faze tu o mesmo.”




(Faça uma releitura silenciosa e meditada do texto, seguindo os passos indicados ao lado)


Refletindo, Compartilhando e Celebrando

A parábola do bom samaritano é entendida como paradigma do cuidado. O samaritano é aquele que, em face da necessidade do outro, a assimila e se deixa transformar por ela.
A figura do samaritano é modelo para a ação da Igreja e para NOSSA ação pessoal no campo da saúde e na defesa das políticas públicas. E Ação se expressa através de VERBOS:

VER: O Bom Samaritano é todo homem que se detém junto ao sofrimento de outro homem, seja qual for o sofrimento.

COMPADECER-SE: Bom Samaritano é todo homem sensível ao sofrimento do outro. Por vezes esta compaixão acaba por ser a única ou a principal expressão do nosso amor e da nossa solidariedade para com aquele que sofre.

APROXIMAR-SE: Superar o medo de se aproximar do outro, de se tornar próximo do outro, pois isto implica aceitar a própria fragilidade e, de certa forma, envolver-se e entregar-se nas mãos do outro.

CURAR: A presença do outro que sofre, clama por cuidado. Acolher este clamor se traduz em atitudes concretas de solidariedade e compaixão, usando to0dos os recursos possíveis e disponíveis.

COLOCAR NO PRÓPRIO ANIMAL: Significa colocar os próprios bens a serviço do outro. Compartilhar o SER e o TER.

LEVAR À HOSPEDARIA: Indica a necessidade de mudanças e de adaptação para atender aquele que sofre. O sofrimento exige uma MOBILIZAÇÃO que envolve outras pessoas (o dono da hospedaria) o que gera uma rede de solidariedade.

CUIDAR: Este verbo expressa o conjunto da ação interna e externa do Samaritano. Cuidar passa a ser uma missão, pois os passos para atender aquele homem ferido tornam-se sementes de um compromisso de vida com TODOS os que sofrem.

Partilha de vida
                                  
Quais sãos, hoje, as suas dores? Quais sãos as dores do seu próximo mais próximo?
Do que se sente despojado(a)? A quem você despojou?
O que o(a) fere? A quem você feriu?

Momento celebrativo:

Gesto: Unção com óleo:
Cada casal se ungirá com vinho e azeite, dizendo esta oração:

“Que Deus te abençoe e proteja com esta unção e te dê força, saúde, serenidade e paz.
Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo!  
AMÉM!

ORAÇÃO FINAL - Oração da CF 2012:

Senhor Deus de amor, Pai de bondade, nós vos louvamos e agradecemos pelo dom da vida, pelo amor com que cuidais de toda a Criação.
Vosso Filho Jesus Cristo, em sua misericórdia, assumiu a cruz dos enfermos e de todos os sofredores e sobre eles derramou a esperança de vida em plenitude.
Enviai-nos, Senhor, o Vosso Espírito. Guiai a vossa Igreja, para que ela, pela conversão, se faça sempre mais solidária às dores e enfermidades do povo, e que a saúde se difunda sobre a terra.
                                                                                AMÉM.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Amigos e amigas,segue sugestão para rezar o Evangelho do terceiro domingo da Quaresma.Um abraço a todos. Pe. Adroaldo sj

JESUS, O HOMEM DAS “GRANDES VIRADAS”



Jesus, na sua vida pública, nos revela que Deus não é propriedade de nenhuma religião ou sacerdócio e que ninguém pode reduzi-Lo a uma verdade única, porque Ele se mostra no amor mútuo e na entrega da própria vida. Ao mesmo tempo, Jesus denuncia o “deus” manipulado pelos representantes religiosos e que justificava os seus poderes sobre as consciências das pessoas.

Os fariseus e sacerdotes queriam um Deus e um céu que não se contaminassem com os deserdados desta terra; queriam um Templo como lugar de pureza e de perfeição, legitimado por uma ordem que se constrói sobre o sofrimento e a exclusão. Eles não queriam um Templo que fosse a casa dos impuros, dos abatidos e excluídos, dos encurvados e oprimidos, dos leprosos, cegos e coxos...

O Templo, como não pode ser o lar dos filhos e filhas afligidos da casa de Israel, será destruído.

O lugar da Presença que alimentava as esperanças de Israel se converteu em cova de bandidos; o Templo passou a ser gerido pelos traficantes da dor, aqueles que fazem sofrer em nome de Deus.



Tal denúncia desestabilizou o sistema religioso sobre o qual a instituição sacerdotal se sustentava.

Esta foi a principal fonte de conflitos de Jesus com os fariseus e sacerdotes que, em nome de Deus, exerciam o poder e a dominação sobre as pessoas e sobre o mais íntimo que há em cada um: sua cons-ciência e sua liberdade para tomar decisões na vida e expressar sua fé em Deus. 

O conflito de Jesus foi o conflito com o poder, mas o poder levado até sua raiz última: o “poder religi-oso”. Por isso, Jesus compreendeu que, para mudar o comportamento dos dirigentes do Templo, a pri-meira coisa a fazer era desmontar o “ídolo” que legitimava o poder autoritário daqueles que oprimiam o povo indefeso. No fundo, o que preocupava Jesus era o problema de “Deus”; e Deus não era como os dirigentes imaginavam e que estava de acordo com seus critérios e sua posição social.

Jesus desmontou o “seu deus” e atirou por terra “seus podres poderes”.



Este é o círculo infernal que Jesus quis rom-per.

Templo de Jerusalém! Não ficará pedra sobre pedra. Jesus não quer que se negocie com a dor dos mais pobres e excluídos, os preferi-dos do Pai. Jesus não quer sangue, nem in-censo; quer compaixão, ternura, quer justiça, quer que o ser humano viva, e viva intensamente.

O Deus que Jesus nos revelou é o Deus que se faz presente no pequeno, no simples, naqueles que não tem voz e nem vez neste mundo. Não é o Deus do poder absoluto, nem o Deus que exige obediência e submissão àqueles que se apresentam como representantes  do divino.

O Deus de Jesus é o Deus que responde e corresponde aos anseios de respeito, dignidade e felicidade, que todos trazem inscritos no sangue de suas vidas e nos sentimentos mais autênticos e nobres.

O Deus Misericordioso não impulsiona ninguém a desejar poderes, por mais divinos que sejam. Ele é o Deus que só legitima a identificação e até a fusão com o destino das vítimas deste mundo.



Este confronto de Jesus com os poderes religiosos ficou evidente na cena da “expulsão dos vendilhões do Templo”. Este é o momento mais tenso da atuação de Jesus: com seu gesto Ele atinge o centro do poder religioso, encarnado no Templo; Ele arremessa diretamente contra o Templo, pois este não dá frutos e nunca dará.

O Templo já não é mais a morada de Deus, pois Ele foi desalojado pelo poder sacerdotal. O Templo, o sacerdócio, a lei, não deram frutos libertadores para o ser humano Estão aí, secos e estéreis, e não servem para a realização humana; por isso, Jesus expulsa seus representantes

Jesus colocou o ser humano acima da Lei e diz “não” a uma aliança fundada no culto externo ou ritual.

Rompe com todo o ritualismo e legalismo anterior  e nos oferece uma alternativa encarnada na vida. Não se trata mais de uma imposição baseada na Lei, mas algo que todos podemos experimentar.

Não se realiza no Templo, mas fora do Templo, em nossas casas abertas, em nossas ruas e estradas, onde todos têm acesso e a partilha criativa possibilita que todos tenham vida.

Jesus, literalmente, “virou as mesas”, e a nova mesa que Ele propõe está fora do Templo, aberta a todos.

O “ser humano” é agora o centro desse culto, que consiste na entrega aos outros.

Não é mais a Lei que impera, mas o amor; não é condenação, mas a acolhida e a compaixão.

O templo é a própria pessoa que está acima da lei e do culto.

A relação com Deus não necessita intermediários e a relação entre as pessoas é horizontal.

“Outro Deus é possível”.



Há um traço na personalidade de Jesus que os Evangelhos destacam: Ele era um “transgressor”.

Rompeu com a família, afastou-se da vida normal que todos levavam, rompeu com as tradições de seu povo, violou a lei do sábado, não respeitou as hierarquias, a ordem estabelecida, revelou-se livre perante o Templo, o culto... Sua transgressão decorria da percepção de situações extremamente injustas vigentes na sociedade e das quais as primeiras vítimas eram os excluídos. Jesus optou por ficar do lado das vítimas.

Jesus ousou transgredir. E transgrediu fronteiras que pareciam intocáveis.

Transgrediu o sábado e considerou a vida como prioridade. “O sábado foi feito para o homem, e não o

                                                                                                 homem para o sábado” (Mc. 2,27).

Transgrediu a Lei de Moisés e não permitiu que a mulher adúltera fosse apedrejada (Jo. 8,3-11).

Transgrediu a prioridade do “sacrifício”. “Misericórdia é que eu quero, e não sacrifício” (Mt. 9,13).

Jesus transgrediu fronteiras judaicas e mostrou que o projeto de Deus ultrapassa limites geográficos.

Aquele “dia de entrada no Templo” foi uma autêntica manifestação de desafio; Jesus transgrediu ousadamente ao “expulsar os vendedores e cambistas” instalados no Templo. E essa foi a “sua hora”: desmascarar a manipulação e extorsão com as quais o poder religioso tinha oprimido o povo.

Quando os chefes religiosos perguntam a Jesus com que autoridade desafia o poder estabelecido, Ele responde: “Destruí este Templo e em três dias o reedificarei”. E o evangelista acrescenta: “Ele se referia à própria pessoa”.

O sujeito do culto não é mais o poder, mas a pessoa mesma.

O templo e a lei devem ficar submetidos e devem estar a serviço do ser humano; portanto, este não pode ser objeto de nenhuma manipulação.

Jesus diz que o autêntico templo de Deus é a pessoa e que esse templo não há quem o destrua. Ele revela que o ser humano é o grande valor querido por Deus, e que o sábado, a lei e o Templo são meios para facilitar a humanização; é a vida humana está revestida de sacralidade e não os altares, os templos e os costumes antigos.



Texto bíblico:  Jo. 2,13-25  



Na oração:  As portas do “novo Templo”, que é Jesus, estão abertas para todos; ninguém está excluído.

                        Podem entrar nele os pecadores, os impuros, os excluídos, os marginalizados da religião...

O Deus que habita em Jesus é de todos e para todos.

Somos também o “novo templo”, morada do Espírito, presença que alarga nosso interior para que todos possam ali ter acesso.

Quem são os “frequentadores”  do seu “templo interior”?

terça-feira, 6 de março de 2012

sexta-feira, 2 de março de 2012

Amigos e amigas, segue uma sugestão para rezar, subindo o Monte da Transfiguração. Um abraço a todos Pe. Adroaldo sj


A EXPERIÊNCIA DO TABOR DES-VELA NOSSA IMAGEM VERDADEIRA

“Transfigurar-se é ascender a ladeira íngreme do Tabor até mergulhar a cabeça na nuvem do não-saber. É um aspirar sem querer, acreditar sem ver, esperar sem ter, dar-se sem possuir. É reduzir todos os pontos cardeais do ego ao seu núcleo central: o amor” (Frei Batto).

Todos os grandes personagens bíblicos fizeram sua experiência de Montanha (lugar de intimidade com Deus; de escuta e discernimento; lugar onde receberam uma “missão” e foram abençoados). Do alto da Montanha esta bênção vai se espalhando e atingindo a todos; experiência pessoal de alcance universal.
Também Jesus, o homem dos “vales” (lugar do compromisso, serviço...) sabia reservar momentos de Montanha (comunhão e escuta do Pai); ali Ele busca sentido e força para a sua missão.
No Monte Tabor Ele deixa “trans-parecer” seu coração; diante do olhar assombrado dos discípulos Ele “des-vela” aquilo que a visão superficial não capta: Ele é todo compaixão, bondade, acolhida, amor...
Jesus de Nazaré foi o homem que não pôs obstáculos ao Mistério para que se expressasse n’Ele; Ele foi pura transparência da Fonte originante, revelação do Rosto do Pai.

Como seguidores de Jesus, devemos saber criar em nossas vidas, espaço e momentos de Montanha (plenitude, silêncio, interioridade, escuta, discernimento); isso possibilita uma prática eficaz, um compro-misso duradouro, uma decisão enraizada, uma presença transformadora nos “vale da vida”.
Subir à Montanha nos possibilita ler os horizontes e perceber se estamos caminhando na direção certa; isso implica tomar distância do ritmo diário, descobrir novos caminhos e novas decisões...
A Montanha nos faz perceber (a partir do alto) certos aspectos do vale que passam desapercebidos.
Permanecer no vale, sem ter momentos de Montanha, é fechar-se, cair na rotina, não perceber novos horizontes, não abrir a cabeça e o coração, não ampliar a visão das coisas, da realidade, da história...
Nossa ação  no vale deve ser fruto do discernimento acolhido na Montanha. A Montanha nos devolve ao vale com outra visão, outro dinamismo; a Montanha ilumina, dá sentido e sabor à nossa vida no vale.
O vale é o lugar do compromisso, do trabalho, da construção... mas iluminado pela experiência da Mon-tanha. Todo gesto no vale tem plenitude, tem ressonâncias... a partir da Montanha.
A Montanha também nos revela que Deus está “trabalhando” no vale e nos impulsiona a “trabalhar” com Ele na mesma direção.

A Montanha não é lugar só do encontro íntimo com o Senhor, mas também lugar do encontro com o melhor de nós mesmos, nosso ser essencial; no silêncio do monte poderemos perceber quem somos nós. Por isso a transfiguração é também descoberta do “eu”, da própria realidade pessoal, do Mistério que habita em nós. É nessa manifestação divina que “descobrimos a nós mesmos”. Começamos a desco-brir o nosso ser ( único, original, sagrado...) quando “mergulhamos”  no misterioso relacionamento com Deus e quando permitimos que o “mistério experimentado” se torne fonte de nossa identidade.
Nossa vocação é “trans-figurar-nos”, superar nossa própria figura, ir além de nossa aparência para captar nossa originalidade e riqueza interior, nosso “eu original”.
Essa é a nossa verdadeira identidade; em certo sentido, é como se recordássemos quem somos e, ao recordá-lo, iniciamos um caminho de volta à casa (as “três tendas”). “Voltar à casa” é deixar transpa-recer aquilo que é mais nobre em nós; é reconhecer que somos Plenitude que transborda, Fonte inesgo-tável de sonhos, criatividade, inspirações...
Cair na conta de nossa condição de “filhos/as amados/as” equivale a reconhecer-nos como transfigura-dos. E é isso mesmo que se pode afirmar de cada ser humano: cada um de nós é “filho amado”, nascido daquela mesma Fonte e, ao mesmo tempo, transparência dela.

Todo ser humano possui dentro de si uma profundidade que é o seu mistério íntimo e pessoal; trata-se do “eu original”, aquele lugar santo, intocável, onde reside o lado mais positivo da pessoa, que só uma experiência de transfiguração é capaz de des-velar.
É aqui, onde a pessoa encontra a sua identidade pessoal; trata-se do coração, da dimensão mais verda-deira de si, da sede das decisões vitais, lugar das riquezas pessoais, onde ela vive o melhor de si mes-ma, onde se encontram os dinamismos do seu crescimento, de onde partem as suas aspirações e dese-jos fundamentais, onde percebe as dimensões do Absoluto e do Infinito da sua vida.

Trans-figurar é deixar trans-parecer toda essa riqueza interior. E isso não é fácil; normalmente cobrimos nossa verdade com máscaras ou com um papel que interpretamos. Vivemos uma quantidade de expe-riências rápidas, amontoadas, sem possibilidade de avaliação (ativismo, rotina, angústias, trabalho sem sentido; mundo fechado, sem horizontes, sem direção...)
O cotidiano faz-se rotineiro, convencional e, não raro, carregado de desencanto. Frequentemente vive-mos o cotidiano com o anonimato que ele envolve; e isso nos des-figura, desumanizando-nos.
Por debaixo somos... como realmente somos. Mas o ocultamos por medo de expor-nos aos outros, de não sermos compreendidos, de não valermos nada...; frequentemente preferimos ignorar partes de nós mesmos, apagar da consciência episódios pessoais; nosso “eu” se dissocia e se desintegra.

No entanto, a experiência do amor incondicional de Deus pode derrubar grossos muros, arrancar nossas máscaras, revelar-nos quanto valemos aos Seus olhos e dar-nos uma nova liberdade para sermos nós mesmos.
Na Montanha somos olhados por Ele em profundidade e  esse olhar revela nossa verdade mais original.
Trata-se de um olhar de aceitação, de amor, que nos faz descobrir o quanto valemos, que nos chama à vida; que nos livra do mundo de sombras, medos e inseguranças; que nos faz descobrir o gosto de viver sem máscaras, como alguém respirando ar puro.



Nos caminhos das Montanhas, sentimo-nos livres de horários fixos, apegos, modas, propagandas, violências, normoses, incompreensões e intolerâncias, e aprendemos o serviço e a entrega incondicional aos outros. É a partir das Montanhas que devemos colocar as bases firmes para edificar uma cidade fraterna e livre. Na Montanha, nunca se conjugam os verbos: escravizar, desprezar, irritar, estafar, odiar, tiranizar, encadear, encarcerar, impôr, fazer calar, humilhar, não aceitar nem compartilhar...
Acima, sobre os cumes, brilha sempre o Sol, que queima os farisaismos, egoísmos, violências e injus-tiças, que costumam ser produtos da cidade.
Subir uma Montanha exige força de vontade e esquecer-se da comodidade, droga atual que tanto debilita a colaboração, a solidariedade, a compreensão e a entrega, pedras angulares de toda sociedade livre.
A experiência da Montanha não é para permanecermos aí, isolados e acomodados, mas para “descer” à vida cotidiana, com todos os seus desafios, e viver ali o que vimos, a partir de uma atitude de bondade, compaixão e serviço.

Texto bíblico:   Mc. 9,2-10

Na oração: - sentir como Deus nos conhece e nos ama como somos;
- quê máscaras você usa habitualmente? quê papéis você representa?
- como você se sente quando atua com essas máscaras? 
 A oração faz emergir à consciência uma nova imagem de nós mesmos e indica com o dedo uma área  da nossa personalidade que necessita ser trans-figurada com criatividade; ela  promove um desenvolvi-mento criativo, eliminando a distancia entre a imagem real e as falsas imagens que habitam o nosso interior.
Através do encontro com o Senhor, no silêncio da montanha, a oração revela quem somos realmente, e amplia nossa vida para além de nossas pequenas fronteiras. Com efeito, orar é aproximar-nos da “verda-de que nos faz livres”; livres para sermos “nós mesmos”, chegar a ser aquilo para o qual somos cha-mados a ser.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Convite- Oficina de velas.

Queridos companheiros de jornada. Com a proximidade de mais uma JIAC vamos precisar de muitas velinhas, portanto, estamos organizando uma oficina de velas neste domingo, dia 04/03, em nosso sítio em Ravena (Para aqueles que ainda não conhecem o sítio fica a 19 km do anel rodoviário sentido Vitória). O convite é extensivo aos filhos que poderão usufruir da piscina. Aguardo confirmações para organização do dia.

Veridiana.