Esse é o cantinho da Comunidade que participa da Jornada Inaciana de Acolhida do Colégio Loyola de Belo Horizonte.
segunda-feira, 20 de junho de 2011
sexta-feira, 17 de junho de 2011
SS. TRINDADE: Deus é UM, mas não está só
“No princípio está a comunhão dos TRÊS e não a solidão do UM” (L. Boff)
“Já se disse, de forma bela e profunda, que nosso Deus em seu mistério mais íntimo não é uma solidão mas uma família, pois que leva em si mesmo a paternidade, a filiação e a essência da família que é o amor; este amor, na família divina, é o Espírito Santo” (João Paulo II, Puebla, 1979)
Quando os cristãos professam que Deus é Trindade, PAI, FILHO e ESPÍRITO SANTO não estão somando números 1+1+1=3. Se houver número então Deus é um só e não Trindade.
De fato, o Pai, o Filho e o Espírito Santo não são partes de Deus. Os três unidos não constituem Deus. Mas cada um é Deus. Cada um não somente tem, mas é a natureza divina, a divindade, toda a divindade.
O Pai é toda a divindade, enquanto nascente, doada. O Filho é essa mesma divindade, enquanto recebida. E o Espírito Santo também é toda a divindade, enquanto compartilhada, comunicada, doada.
Com a Trindade, nós cristãos não queremos multiplicar Deus. O que queremos é expressar a experiência singular de que Deus é comunhão e não solidão.
Numa correta compreensão da fé cristã não podemos dizer que primeiramente Deus é UNO e depois se desdobra ou aparece como TRINO, quer dizer, como Pai, Filho e Espírito Santo. O que se professa é que Deus desde sempre foi, é, e será Pai, Filho e Espírito Santo.
Como combinar estas duas proposições: Deus é TRINO sem deixar de ser UNO?
Devemos partir do fundamental da experiência cristã de Deus: na história de Jesus, na sua oração, na sua prática de libertação, na sua ressurreição... mostrou-nos que existe o Pai, o Filho e o Espírito Santo.
Para se entender como os três podem ser UM e o ÚNICO Deus, devemos considerar as relações que vigoram entre os três.
Deus-Trindade é, portanto, a relacionalidade por excelência; total relacionalidade de cada uma das pessoas divinas com respeito às outras, de tal forma que se implicam e incluem reciprocamente sempre e em cada momento, sem que uma seja a outra.
Deus só existe como ser em relação. A grande novidade cristã é que a divindade só existe comunicada, parti-lhada. Deus é relação. Deus é só relação. Deus é só amor. “No princípio está a relação” (G. Bachelard).
É por ser o próprio Deus essencialmente relação que essa relação, “num belo dia”, num transbordamento de vida, num transbordamento de gratuidade, pôde abrir-se a nós para nos fazer existir, concedendo-nos ser e convidando-nos a essa relação com Ele.
É por ser Deus diálogo, conversação desde sempre com o Filho e o Espírito, que Ele pôde empreender o propósito de dialogar conosco. Seu relacionamento para conosco desvenda, deixa entrever o dinamismo das eternas relações entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo, dinamismo no qual elas têm origem e do qual nos convida a participar.
As TRÊS PESSOAS DIVINAS não estão uma ao lado da outra; elas estão voltadas umas às outras.
Cada PESSOA é PARA a outra, PELA outra, COM a outra e NA outra.
Se o PAI existe em si, é para poder se entregar totalmente ao FILHO, que por sua vez, comunga plenamente com o PAI. Ambos, como num só movimento doam-se completamente ao ESPIRITO SANTO, e este a eles. No princípio está, portanto, a comunhão dos três. Esta comunhão tão perfeita fundamenta a UNIDADE das Três Pessoas. Só Deus é Deus, mas Ele não está só. Deus não é solitário. Deus é, por natureza, vida doada, partilha, relação, comunicação, ânsia de comunhão.
Assim, o PAI está todo no FILHO e todo no ESPÍRITO SANTO; o ESPÍRITO SANTO está todo no PAI e todo no FILHO; o FILHO está todo no PAI e todo no ESPÍRITO SANTO.
O PAI é único e não há ninguém como Ele; o FILHO é único e não há ninguém como Ele; o ESPÍRITO SANTO é único e não há ninguém como Ele. Cada um é único.
Os Únicos se relacionam entre si tão absolutamente, se entrelaçam de forma tão íntima, se amam de maneira tão radical que se uni-ficam, isto é, ficam Um.
Para a fé cristã, portanto, só Deus é Deus, mas Deus não está sozinho. No próprio Deus há lugar para a alteridade, a fim de que haja oportunidade para o dom e a partilha, para a comunhão. O próprio Deus é dom e partilha, de tal sorte que tudo o que vem dele, tudo o que Ele cria gratuitamente, também é marcado pela chancela da gratuidade, do desejo do outro e do dom de si. Desde toda a eternidade, Deus só é Deus comunicando-se, Deus só é Deus doando-se.
TODOS são igualmente eternos, infinitos e amáveis, em comunhão sem princípio e sem fim. As Pessoas divinas são, desde toda a eternidade, Pessoas-comunhão. Então, há um só Deus-comunhão-de-Pessoas.
"Deus é UM, mas não está jamais só."
Ele é sempre Trindade, comunhão de Três Pessoas divinas, pelas quais circula toda a torrente de Vida Eterna.
Cada PESSOA divina é distinta para poder se entregar e fazer-se dom para a outra.
Assim, encontramos no mistério da TRINDADE o modelo perfeito da co-existência da multiplicidade com unidade. A diferença (o Pai não é o Filho, nem o Filho é o Pai, nem o Espírito Santo é o Pai e o Filho) não funda uma divisão, mas deixa emergir a riqueza de uma unidade plural.
Ora, tal Mistério fonte de todo ser, constitui o modelo ideal de todo e qualquer convívio humano. Somos feitos à “imagem e semelhança da Trindade”. Trazemos em nós impulsos de comunhão.
Sempre que construirmos relações pessoais e sociais que facilitem a circulação da vida, a comunhão de diferentes à base da igualdade, estaremos tornando visível um pouco do mistério íntimo de Deus.
Deus quer inserir-nos nesta sua COMUNHÃO, como no-lo disse Jesus: "Que todos sejam um como Tu, Pai, estás em mim e eu em Ti, para. que eles estejam em nós, e o mundo creia que Tu me enviaste" (Jo. 17,21).
A glória de Deus é a COMUNHÃO dos homens.
Se nós não somos COMUNHÃO de pessoas, não somos IMAGEM de Deus que é CO-MUNHÃO de pessoas.
O ser humano só é autenticamente humano na relação. Porque Deus é relação.
Aqui a luz da revelação trinitária vem iluminar e confirmar a intuição de que o ser humano pode ter de si mesmo: existir realmente não é existir só para si, é “ex-istir”, sair de si mesmo, assumindo o risco de perder-se para reencontrar-se no outro e com o outro. Em Deus, o Deus de Jesus Cristo, descobrimos que o ser é relação, que a pessoa é relação.
Como homem e como mulher trazemos esta força interior que nos faz “sair de nós mesmos” e criar laços, construir fraternidade, fortalecer a comunhão.
- o ser humano não é feito para viver só; ele é chamado a viver em comunhão com todas as pessoas;
- ele necessita com-viver, viver-com-os-outros;
- é essencial descobrir o sentido e a vivência da relação com os outros, da fraternidade...
- o sentido da vida em comum é um dom de Deus, que nos foi dado a todos.
Deus nos fez amor para o mútuo encontro, para a doação, para a comunhão...
Fomos criados “à imagem e semelhança” do Deus Trindade, comunhão de Pessoas (Pai-Filho-Espírito Santo). Quanto mais unidos somos, por causa do amor que circula entre nós, mais nos parecemos com o Deus Trindade. “Se nos amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós e o seu Amor em nós é perfeito” (1Jo. 4,12)
Deus colocou em nossos corações impulsos naturais que nos levam em direção ao convívio, à coopera-ção, à acolhida, à solidariedade... “Só corações solidários adoram um Deus Trinitário”.
Texto bíblico: Col. 3,12,17 Jo. 14,22-26
“No princípio está a comunhão dos TRÊS e não a solidão do UM” (L. Boff)
“Já se disse, de forma bela e profunda, que nosso Deus em seu mistério mais íntimo não é uma solidão mas uma família, pois que leva em si mesmo a paternidade, a filiação e a essência da família que é o amor; este amor, na família divina, é o Espírito Santo” (João Paulo II, Puebla, 1979)
Quando os cristãos professam que Deus é Trindade, PAI, FILHO e ESPÍRITO SANTO não estão somando números 1+1+1=3. Se houver número então Deus é um só e não Trindade.
De fato, o Pai, o Filho e o Espírito Santo não são partes de Deus. Os três unidos não constituem Deus. Mas cada um é Deus. Cada um não somente tem, mas é a natureza divina, a divindade, toda a divindade.
O Pai é toda a divindade, enquanto nascente, doada. O Filho é essa mesma divindade, enquanto recebida. E o Espírito Santo também é toda a divindade, enquanto compartilhada, comunicada, doada.
Com a Trindade, nós cristãos não queremos multiplicar Deus. O que queremos é expressar a experiência singular de que Deus é comunhão e não solidão.
Numa correta compreensão da fé cristã não podemos dizer que primeiramente Deus é UNO e depois se desdobra ou aparece como TRINO, quer dizer, como Pai, Filho e Espírito Santo. O que se professa é que Deus desde sempre foi, é, e será Pai, Filho e Espírito Santo.
Como combinar estas duas proposições: Deus é TRINO sem deixar de ser UNO?
Devemos partir do fundamental da experiência cristã de Deus: na história de Jesus, na sua oração, na sua prática de libertação, na sua ressurreição... mostrou-nos que existe o Pai, o Filho e o Espírito Santo.
Para se entender como os três podem ser UM e o ÚNICO Deus, devemos considerar as relações que vigoram entre os três.
Deus-Trindade é, portanto, a relacionalidade por excelência; total relacionalidade de cada uma das pessoas divinas com respeito às outras, de tal forma que se implicam e incluem reciprocamente sempre e em cada momento, sem que uma seja a outra.
Deus só existe como ser em relação. A grande novidade cristã é que a divindade só existe comunicada, parti-lhada. Deus é relação. Deus é só relação. Deus é só amor. “No princípio está a relação” (G. Bachelard).
É por ser o próprio Deus essencialmente relação que essa relação, “num belo dia”, num transbordamento de vida, num transbordamento de gratuidade, pôde abrir-se a nós para nos fazer existir, concedendo-nos ser e convidando-nos a essa relação com Ele.
É por ser Deus diálogo, conversação desde sempre com o Filho e o Espírito, que Ele pôde empreender o propósito de dialogar conosco. Seu relacionamento para conosco desvenda, deixa entrever o dinamismo das eternas relações entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo, dinamismo no qual elas têm origem e do qual nos convida a participar.
As TRÊS PESSOAS DIVINAS não estão uma ao lado da outra; elas estão voltadas umas às outras.
Cada PESSOA é PARA a outra, PELA outra, COM a outra e NA outra.
Se o PAI existe em si, é para poder se entregar totalmente ao FILHO, que por sua vez, comunga plenamente com o PAI. Ambos, como num só movimento doam-se completamente ao ESPIRITO SANTO, e este a eles. No princípio está, portanto, a comunhão dos três. Esta comunhão tão perfeita fundamenta a UNIDADE das Três Pessoas. Só Deus é Deus, mas Ele não está só. Deus não é solitário. Deus é, por natureza, vida doada, partilha, relação, comunicação, ânsia de comunhão.
Assim, o PAI está todo no FILHO e todo no ESPÍRITO SANTO; o ESPÍRITO SANTO está todo no PAI e todo no FILHO; o FILHO está todo no PAI e todo no ESPÍRITO SANTO.
O PAI é único e não há ninguém como Ele; o FILHO é único e não há ninguém como Ele; o ESPÍRITO SANTO é único e não há ninguém como Ele. Cada um é único.
Os Únicos se relacionam entre si tão absolutamente, se entrelaçam de forma tão íntima, se amam de maneira tão radical que se uni-ficam, isto é, ficam Um.
Para a fé cristã, portanto, só Deus é Deus, mas Deus não está sozinho. No próprio Deus há lugar para a alteridade, a fim de que haja oportunidade para o dom e a partilha, para a comunhão. O próprio Deus é dom e partilha, de tal sorte que tudo o que vem dele, tudo o que Ele cria gratuitamente, também é marcado pela chancela da gratuidade, do desejo do outro e do dom de si. Desde toda a eternidade, Deus só é Deus comunicando-se, Deus só é Deus doando-se.
TODOS são igualmente eternos, infinitos e amáveis, em comunhão sem princípio e sem fim. As Pessoas divinas são, desde toda a eternidade, Pessoas-comunhão. Então, há um só Deus-comunhão-de-Pessoas.
"Deus é UM, mas não está jamais só."
Ele é sempre Trindade, comunhão de Três Pessoas divinas, pelas quais circula toda a torrente de Vida Eterna.
Cada PESSOA divina é distinta para poder se entregar e fazer-se dom para a outra.
Assim, encontramos no mistério da TRINDADE o modelo perfeito da co-existência da multiplicidade com unidade. A diferença (o Pai não é o Filho, nem o Filho é o Pai, nem o Espírito Santo é o Pai e o Filho) não funda uma divisão, mas deixa emergir a riqueza de uma unidade plural.
Ora, tal Mistério fonte de todo ser, constitui o modelo ideal de todo e qualquer convívio humano. Somos feitos à “imagem e semelhança da Trindade”. Trazemos em nós impulsos de comunhão.
Sempre que construirmos relações pessoais e sociais que facilitem a circulação da vida, a comunhão de diferentes à base da igualdade, estaremos tornando visível um pouco do mistério íntimo de Deus.
Deus quer inserir-nos nesta sua COMUNHÃO, como no-lo disse Jesus: "Que todos sejam um como Tu, Pai, estás em mim e eu em Ti, para. que eles estejam em nós, e o mundo creia que Tu me enviaste" (Jo. 17,21).
A glória de Deus é a COMUNHÃO dos homens.
Se nós não somos COMUNHÃO de pessoas, não somos IMAGEM de Deus que é CO-MUNHÃO de pessoas.
O ser humano só é autenticamente humano na relação. Porque Deus é relação.
Aqui a luz da revelação trinitária vem iluminar e confirmar a intuição de que o ser humano pode ter de si mesmo: existir realmente não é existir só para si, é “ex-istir”, sair de si mesmo, assumindo o risco de perder-se para reencontrar-se no outro e com o outro. Em Deus, o Deus de Jesus Cristo, descobrimos que o ser é relação, que a pessoa é relação.
Como homem e como mulher trazemos esta força interior que nos faz “sair de nós mesmos” e criar laços, construir fraternidade, fortalecer a comunhão.
- o ser humano não é feito para viver só; ele é chamado a viver em comunhão com todas as pessoas;
- ele necessita com-viver, viver-com-os-outros;
- é essencial descobrir o sentido e a vivência da relação com os outros, da fraternidade...
- o sentido da vida em comum é um dom de Deus, que nos foi dado a todos.
Deus nos fez amor para o mútuo encontro, para a doação, para a comunhão...
Fomos criados “à imagem e semelhança” do Deus Trindade, comunhão de Pessoas (Pai-Filho-Espírito Santo). Quanto mais unidos somos, por causa do amor que circula entre nós, mais nos parecemos com o Deus Trindade. “Se nos amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós e o seu Amor em nós é perfeito” (1Jo. 4,12)
Deus colocou em nossos corações impulsos naturais que nos levam em direção ao convívio, à coopera-ção, à acolhida, à solidariedade... “Só corações solidários adoram um Deus Trinitário”.
Texto bíblico: Col. 3,12,17 Jo. 14,22-26
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Para aqueles que NÃO conseguiram vaga no ônibus da Veri, Geraldo manda alguns avisos:
Como chegar em Pará de Minas saindo de Belo Horizonte?
- Carro: Seguir sentido Triângulo Mineiro na Amazonas/381. Ao ver a placa sentido DIVINÓPOLIS/ BR262, entrar. Seguir reto, depois de 70km, encontrarás Pará de Minas. Na entrada da cidade, seguir sentido Centro.
- Ônibus: Na rodoviária de BH buscar a empresa SANTA MARIA (há ônibus de meia em meia hora). Chegando em Pará de Minas, pegar táxi até o santuário N.S.da Piedade (Centro da cidade).
- Avião: Quem chegar de avião e desejar ir direto à Pará de Minas, desembarcar em Confins. Há um ônibus que leva até a rodoviária de BH (custa R$8,00), daí, seguir as instruções do ponto 2.
Obs.: Na FAJE, um ônibus sairá às 16h00 do dia 9 à Pará de Minas. Para fazer sua reserva, basta ligar para Emanuel do Filosofado: (31) 8639- 7507 ou (31) 3115 7000, ou enviar um e-mail para: emanopires_sj@hotmail.com
Para os que estão em São Paulo
Um ônibus gratuito sairá de São Paulo no dia 08/07, às 22h00, com retorno no dia 10/07. Veja os detalhes abaixo:
IDA:
Saída no dia 08/07/2011, sexta-feira, às 22h00, em frente ao Colégio São Luís.
Chegada prevista em BH às 06h00 do sábado, 09/07/2011.
- A caravana ficará na linda casa de Vila Fátima-Pampulha para descansar, relaxar e se preparar para a ordenação. Às 16h00, a caravana sai em direção à Pará de Minas juntamente com a caravana da FAJE para a Ordenação, que será às 19h00.
- Pernoite no dia 09/07 na casa de Vila Fátima.
VOLTA:
Saída de BH no dia 10/07/2011, domingo, às 07h00.
Chegada prevista em São Paulo às 20h00 do domingo, 10/07/2011.
- A proposta é que, na manhã de domingo, visitemos a maior galeria de arte a céu aberto, Inhotim, que fica no caminho de volta. É um lugar fantástico para passarmos a manhã de domingo. Visite o site: www.inhotim.org.br
- Almoçaremos ao meio-dia e, logo após, daremos continuidade ao nosso trajeto de volta a São Paulo.
O QUE LEVAR:
- Roupa de cama e banho;
- Dinheiro para custear a hospedagem (50,00), o ingresso de Inhotim (20,00 a inteira) e o almoço de domingo (+ ou – 20,00).
Obs.: Caso tenha alguma dificuldade para arcar com os custos da viagem, avise-nos! Isso não deve ser impedimento para sua ida!
QUERO IR COM O ÔNIBUS QUE SAIRÁ DE SÃO PAULO, O QUE DEVO FAZER?
Envie um e-mail para assistencia@anchietanum.com.br com os seguintes dados:
- Nome completo
- Obra (por exemplo: Cúria, Anchietanum...)
- Data de Nascimento
- RG
- Órgão Expeditor
- Celular
- E-mail
Aguardo vocês com grande alegria!
Geraldo Lacerdine, sj.
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Convite do Centro Loyola
Queridos amigos
É com muita alegria que o Centro Loyola convida vocês e também seus amigos para a Tarde de Espiritualidade no próximo sábado, dia 18 de junho, das 14h30 às 18h, com a presença carinhosa do nosso querido padre Valdecir Luis Cordeiro.
Celebrando o tempo de Pentecostes, o nosso tema: "Espírito Santo: presença e vida".
Estamos esperando por vocês.
Um beijo carinhoso.
Equipe de Espiritualidade do Centro Loyola de BH
Equipe de Espiritualidade do Centro Loyola de BH
O SALTO QUE FAZ A DIFERENÇA: Mc. 10,46-52
Cego Bar-Timeu: “bar”, em aramaico, significa “filho de”. Ele é um homem sem nome, conhecido simplesmente como filho de Timeu. Isso mostra que o cego não é conhecido pelo nome, mas pela proce-dência. Há um problema de identidade. Ele está cego, é dependente, quando conquistar a visão poderá ter nome próprio.
O filho de Timeu posta-se junto à porta que vai de Jericó a Jerusalém. É um ponto estratégico. Todos os peregrinos que vêm da Transjordânia e muitos da Galiléia e de Samaria passam por ali para ir a Jerusalém. Jesus também vai passar por ali. É difícil que alguém escape daquele ponto. Ele está atento.
Em lugar de caminhar, assiste os caminheiros. Aprendeu a aproveitar-se deles, pedindo esmolas.
Nem Jesus escapa: clama, grita em sua busca da visão.
Os que acompanham Jesus não se importam com quem está à margem; pelo contrário, repreendem sua iniciativa. Mas o filho de Timeu não se curva aos que mandam calar.
Já que os que deviam ajudar o atrapalham, ele precisa gritar mais forte para não perder a chance. A hora é agora e não há tempo a perder. O grito é tão forte que supera a barreira da multidão e chega até Jesus. Só ele sabe o incômodo que é estar cego, esmolar, vivendo fora da cidade, à margem do caminho.
Jesus ouve, pára e o chama para junto de si, para o meio do povo que o forçava ficar à margem.
Ao ser chamado, o filho de Timeu joga o manto-capa, dá um salto, vai a Jesus e pede para ver novamente.
A capa que ante o acompanhava e protegia é abandonada. Fica lá, na beira da estrada, marcando o lugar da mudança. A imagem que ela apresentava é coisa do passado. A capa continua lá no mesmo lugar, mas Bartimeu, agora tomado pelo olhar de Jesus, é homem do caminho, discípulo, seguidor de Jesus.
Agora ele vê; as vendas lhe foram removidas. Com o ver dado por Jesus, Bartimeu se faz caminheiro. Engaja-se no dinamismo da vida que enfrenta o sofrimento, as adversidades e a morte. Toma, com Jesus, o rumo de Jerusalém.
Ao chamado de Jesus, reage dando um salto. Salta para um novo ver, salta ainda mais para um novo ser.
Salta da vida sem graça, limitada a pedinte da margem do caminho, para a graça da vida de caminheiro solidário rumo à transformação.
A existência humana pode ser petrificação, sonolência, estagnação, medo, repetição, inércia e fixismo. Mas ela pode ser conduzida também com sabedoria e imaginação. O movimento criador pode superar o maras-mo e a acomodação; nosso interior contém potencial para vencer a inércia e superar o medo do desco-nhecido, do fracasso, da desilusão... Carregamos sonhos e desejos, mas podemos correr o risco de con-vertê-los em uma contínua espera, em algo parado que não se materializa.
Há um momento em que, para alcançá-los, temos que saltar, temos que nos separar do solo para poder chegar até eles. Esse instante, ou esse tempo, nos produz vertigem, o medo pode nos paralisar; ou, talvez, os sonhos e os desejos não apresentem tanta força a ponto de pedir de nós para saltar e correr o risco de fracassar. Mas, se não saltamos, nunca os alcançaremos.
O solo são nossas seguranças, o conhecido, o que já temos. O solo é nossa realidade. Renegar o solo que nos sustenta é viver maldizendo nossa realidade, não a aceitando. Aquele que não conhece e não aceita o solo no qual pisa não pode saltar; a desculpa é de que o solo nunca será suficientemente plano, nunca surgirá o momento oportuno ou as coisas nunca estarão suficientemente claras para poder dar o salto.
Outros, no entanto, estão tão apegados ao solo que é impossível para eles dar o salto. A realidade para eles é como o asfalto nos dias calorosos de verão: os calçados ficam colados ao chão. Estão tão presos ao presente, são tão “equilibrados” e “prudentes” que não há nada que os comova o suficiente para tentar saltar. Para estes os desejos e os sonhos tem que ser algo tão estruturado, claro, definido, preciso a tal ponto que seus pés acabam ficando mais colados ainda ao asfalto, impedindo-os, de uma vez, serem ousados no salto criativo.
O salto autêntico reclama coragem àquele que está prostrado; de tempos em tempos precisamos de saltos que nos ajudem a superar o medo e nos garantir a autonomia e a construção de nossa própria história.
O salto original gera o crescimento da humanidade. É salto que ama as pessoas, que ergue os fracos, que promove a justiça, que preserva a paz, que semeia a esperança, que respeita o diferente, que congrega povos, que dinamiza os talentos pessoais, salto que valoriza compromissos.
O salto lúcido mantém o olhar vigilante, de discernimento: em que direção saltar?
O salto infatigável concretiza as aspirações do futuro.
O salto original deve ser a voz candente da consciência pessoal e social.
Para dar o salto ousado e criativo é preciso fazer como o cego Bartimeu: desvencilhar-nos de nosso manto, fardo inútil e peso que nos imobiliza à beira do caminho. Isso impede nossa agilidade e mobilidade para ir adiante na longa jornada que a vida apresenta. Ao mesmo tempo, sem lamentar o solo que pisamos, viver agradecidos por cada trecho do caminho, por cada salto feito, pelos momentos de risco e frios na barriga; ao mesmo tempo, ter a tranquila certeza de que saltar é humanizador e plenificante.
É importante descobrir o real significado do salto que nos arranca do passado paralisante e nos lança na aventura que modela a vida pessoal, social, ética, religiosa, histórica...
O salto inteligente estimula a criatividade e rejeita a mediocridade.
Para isto, devemos suscitar e cultivar o legítimo “salto”, que é fenômeno inovador e fecundo. Isso impli-ca pisar o solo com a confiança de que sabemos que a vida está cheia de novas possibilidades, de metas que ainda não superamos, de encontros que ainda não se realizaram, de chamados aos quais ainda não respondemos, de compromissos ainda não assumidos...
É importante ter clareza da direção para onde saltamos. Há saltos equivocados: salto amargo, salto pessimista, salto frustrado, salto mortal, salto no escuro, salto na fuga, salto no desespero, salto na tragédia, salto no suicídio. Há saltos perversos: salto dos mais fortes sobre os mais fracos, salto autoritário, salto dos prepotentes...
O verdadeiro salto humano tem sentido de inovação. É o salto da múltipla criação, o salto da gênese permanente e da história inacabada. Salto é o acontecer inesperado, é o surgir repentino, é o germinar da realidade, é o despontar da madrugada. O salto acorda o espírito, solta a liberdade, assume a responsabilidade e aponta o destino inédito.
Salto é também ruptura; de fato, o salto rompe obstáculos e desloca resistências. O salto é surpreenden-te. Há salto que só se realiza com a quebra da rotina. E cada salto inspirado, pessoal ou social, inaugura novo salto para a humanidade.
É hora de um salto arrojado, e não de covardia. É tempo de assumir o salto. É salto para acordar, salto para pensar, salto para viver, salto para criar, salto para clamar, salto para partir e salto para construir.
O salto envolve a totalidade de ser humano, busca a verdade, busca a ciência, busca a ética, busca a estética, busca a utopia, busca o direito; busca o salto da inovação.
Textos bíblicos: Mc. 10,46-52 Lc. 19,1-10 Ex. 14,15-31
terça-feira, 14 de junho de 2011
Dia dos namorados nos Grupos!!
Olha como o amor é lindo!!!
Três grupos celebraram o dia dos namorados juntos...
O grupo dos solteiros foi para a Província de Salermo e recebeu até a benção do Padre Fernando !

O grupo da Bia foi para Diamantina!
Teve até cantoria de Gilmar e Carol !
E o meu grupo que foi para o Rio de Janeiro !!
Bom demais!!
Manda a foto que a gente coloca aqui...
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Exercícios Espirituais para Jovens
Estão abertas as inscrições para a 1ª e a 2ª Etapa dos Exercícios Espirituais para Jovens que acontecem no período de
As inscrições devem ser feitas pela internet, no site www.anchietanum.com.br. O valor é R$50 (cinquenta reais). Informações: Diretoria de Formação Cristã.
Segue anexa, foto da reuniäo do dia 09-06-11 para o nosso blog.
Tivemos nosso sagrado momento de partilha enriquecido pelas duas novas amigas, Eliete e Ana Elisa, muito bem vindas ao grupo.
Nosso grupo está cada vez mais forte com a graça de Deus.
Você, Chico e os outros que näo puderam participar fizeram muita falta.
Nossa próxima reuniäo será em agosto/2011. Vamos fazer uma mega reuniäo. Aguardem!!!
Agradecemos o carinho de vocës,
Beijos
Tércia
Tivemos nosso sagrado momento de partilha enriquecido pelas duas novas amigas, Eliete e Ana Elisa, muito bem vindas ao grupo.
Nosso grupo está cada vez mais forte com a graça de Deus.
Você, Chico e os outros que näo puderam participar fizeram muita falta.
Nossa próxima reuniäo será em agosto/2011. Vamos fazer uma mega reuniäo. Aguardem!!!
Agradecemos o carinho de vocës,
Beijos
Tércia
sexta-feira, 10 de junho de 2011
Texto do último retiro do Padre Adroaldo.
O SILÊNCIO COMO PORTA DE ENTRADA À INTERIORIDADE
“Certamente, no cristianismo há uma primazia do Logos, da Palavra em relação ao silêncio.
Deus falou, Deus é a Palavra. Mas, além disso, nós não devemos esquecer a verdade do silêncio
duradouro de Deus. Somente quando O tivermos conhecido como Silêncio,
poderemos esperar ouvir também a sua voz, que provém do seu silêncio” (Ratzinger)
Quando o ser humano lascou a 1ª. Pedra, começou a história do ruído, que não parou mais de crescer, até se tornar hoje uma das piores fontes de poluição. De fato, nós fomos “adestrados” para o barulho.
O mundo pós-moderno aparece como o lugar da negação do silêncio, multiplicando os ruídos e os víncu-los da alienação dos corpos e das mentes. Somos alienados de nosso “eu” por incômodas “insignificânci-as” que sacodem o ar. O moderno tumulto das metrópoles parece o ícone da anti-espiritualidade.
Esse contínuo ruído nos afasta de nós mesmos, de nossas interrogações existenciais, do fundo de nosso coração. Os ruídos distraem e impedem o efeito do silêncio: descobrir e aceitar a própria singularidade.
Para muitos, hoje, o silêncio é uma palavra sem sentido e, por isso evitado. Evitam-no porque querem fugir de si mesmos, têm medo de descer ao plano mais profundo, de ter surpresas negativas, de encontrar ali desordem, vazio, escuridão, receio de ouvir alguma voz interior que o possa perturbar...
A carência do silêncio em nossa vida nos faz seres superficiais. Com efeito, a cultura pós-moderna decre-tou o fim do silêncio: vivemos imersos nos mais diferentes ruídos. E o silêncio, por sua vez, está se vin-gando de nós, criando vazio, superficialidade, palavras sem sentido, não sabemos quem somos, para onde andamos e o que queremos...
Por outro lado, muitos começam a manifestar a “nostalgia” do silêncio. Cansados do barulho buscam o si-lêncio e a paz em determinados lugares, ou procuram criar um “oásis de silêncio” no seu ritmo cotidiano.
“O silêncio lava as palavras, emudece os ruídos, subtrai os excessos, estabelece uma aliança entre o ser humano e a essência das coisas. O silêncio é uma religião, pois tem a capacidade de nos religar à essência perdida na confusão da mente e dos gestos.
A presença do silêncio implica em ausência, afastamento do que perturba, do que confunde e não deixa ser em plenitude. É contraditório pensar o silêncio em palavras, pois o silêncio nos transporta à origem das coisas e, no tempo e espaço do que principia, o que importa é a experiência e não o verbo.
O silêncio vem re-nomear e organizar o que se desgastou no tempo, vem edificar os andaimes de nosso ser. Tal como no inconsciente, no silêncio não encontramos contradição, tudo se harmoniza pois tudo se anula para ser pleno, não há comparações, não há o que comparar”. (Jaqueline Fernandes)
Portanto, há um paradoxo: medo do silêncio e, ao mesmo tempo, saudade dele.
Mas a maturidade humana e cristã supõe capacidade de silêncio e de encontro, de escuta e de palavra.
O silêncio é uma necessidade da pessoa tanto para encontrar-se consigo mesma, como para dar profundi-dade ao encontro com os outros.
Fomos feitos para o encontro; o ser humano é um ser comunitário: vive com os outros, está com os ou-tros, é para os outros... Somos frutos do diálogo entre os seres humanos e realizamo-nos quando perma-necemos em diálogo uns com os outros, na medida em que nos encontramos e nos amamos. “Ser” signi-fica “ser com”, ser com os outros; existir significa co-existir. Somos filhos do encontro e do diálogo.
No centro de nossa vida, pois, como pessoas e como cristãos, não pode existir o silêncio, entendido como vazio, como puro e simples calar, como nada. Um silêncio alternado com diálogo, encontro, palavras, fruto de plenitude e não de vazio, que favorece o amor e a comunhão.
Comunicar-se com uma pessoa não é apenas ouvir e interpretar palavras, gestos, suspiros, mas também perceber e interpretar seus silêncios: o silêncio é capaz de conter e expressar toda a interioridade humana. Neste sentido, o silêncio não representa um fator insignificante, neutro, inofensivo.
O silêncio é o preâmbulo de qualquer conversa, de toda oração, o “hall” de entrada para a meditação e contemplação. O silêncio está na raiz da palavra fecunda e transformadora.
“O silêncio é o pai da palavra...” (Leloup)
Os padres do deserto chamam a atenção que não se trata de “fazer silêncio”, pois ele já existe. Basta não arrancar as palavras, basta calar-se, pois o silêncio já está aqui.
O objetivo é chegar àquela “inviolável tranqüilidade do coração” (Cassiano), àquela interioridade que não julga, não calcula, não leva em conta... Só uma interioridade silenciosa é capaz de um verdadeiro amor. Tudo isto para lembrar que não se trata de fazer do silêncio um ídolo.
Como a palavra, ele só vale pelo peso de amor que contém e que o tornará leve. Quantos silêncios pesados ao lado deste silêncio afetuoso! Quantos silêncios hipócritas e carrancudos ou que simplesmente nada tem a dizer, silêncios de incomunicabilidade!
quinta-feira, 9 de junho de 2011
“FILHOS E FILHAS DO VENTO”
À luz de Pentecostes, duas cenas bíblicas nos impulsionam a ir mais além, aspirar pelo “magis” e ser homens e mulheres do “vento” (At. 2,1-13 e Jo 3,1-21)
Somos “filhos do vento”. O vento impetuoso em Pentecostes faz com que todos se sintam cheios de novo alento, de novo sopro de vida. Em outras palavras, sentem-se “animados” (= com alma, espírito).
O vendaval varre o medo e a desconfiança. Todos se enchem de uma força e de um dinamismo jamais experimentado, que faz mover pessoas, corações e mentes. Sentem-se como que envolvidos pelo Espírito, que os permite falar uma linguagem que todos entendam.
Tal experiência provoca um movimento que rompe fronteiras e barreiras. Assim, o Espírito faz superar o fundamentalismo, a hipocrisia e a apatia. Não há nada de mágico. Na verdade, as pessoas se deixam mover pelo Espírito, que habita o universo e os corações, e se deixam levar pelo sopro divino.
Quem se deixa mover pelo Espírito é imprevisível e não se deixa enquadrar pelas idéias cristalizadas e nem se fecha em atitudes petrificadas. Quem se deixa conduzir pelo Espírito não se contenta com a superficiali-dade e a mediocridade: abre espaço para a força do “mais”. Deseja voar mais alto e mergulhar o mais profundo, busca novidades, é dinâmico, muda de paradigmas e desfruta do presente, sem se desconectar do passado e do futuro. Quem assim o faz renasce sempre, a mudança é seu hábito de vida.
O poeta Fernando Pessoa descreve este processo vital: “Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma de nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, tere-mos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos”.
O Espírito é sopro, hálito, vento que gera vida, que move, impulsiona e sopra onde quer. De onde vem e para onde vai não é fácil dizer. No entanto, está presente, se faz sentir, age. Sopra, despoja, subverte, sepa-ra, varre, empurra, levanta, expande, toca de leve... Aparecem e permanecem os sinais da sua passagem.
É um vento leve, refrescante, novo, penetrante, inovador, cambiante; um sopro sutil, interior, profundo; um sopro que não pode ser detido, sufocado.
Ao mesmo tempo é um vento impetuoso, desafiador e perigoso, pois pode conduzir a direções inimagi-náveis. Envolve, mas não invade. Interroga, mas não condena. Arrasta, mas não constrange. Oferece, mas não impõe. Presente, vital, essencial, livre, libertador. Pode ser acolhido e tudo torna-se novo.
Por isso, quem se deixa mover por Ele sente sua força e reconhece sua ação. E, sem perder o chão da realidade e da história, aspira por algo mais alto, mais profundo, mais bonito e transcendente.
Nosso tempo pede que sejamos homens e mulheres do vento, que ajudam o mundo a respirar e sentir a vida palpitar; que buscam, na terra, viver o sonho do Reino; que alimentam as chamas da esperança nos corações sonhadores; que se reconhecem humildes ante a misericórdia e o infinito de Deus; que acreditam na força dos pequenos e dos gestos simples; que vibram com as conquistas justas e que se compadecem da miséria do humano; que cuidam de tudo e de todos com ternura e carinho.
Homens e mulheres do vento somos todos nós, quando nos deixamos mover de acordo com os movi-mento do coração de Deus e da paixão pela humanidade. Movidos pelo vento, pelo Espírito de Deus, acreditamos e construímos mediações libertadoras que promovem, incentivam e enobrecem o espírito humano. Preferimos a proximidade à distância, o dinamismo à inércia, a criatividade à normose.
O Espírito é o sopro que vivifica, anima, restaura e congrega. Pela linguagem do amor, acende a luz da paixão e permite desenvolver os dons da alegria, do entusiasmo, da compaixão, do cuidado, da esperança e da fé inabalável. Tais atitudes construtivas não são obra nossa, mas dom e fruto, isto é, algo de agradá-vel, de fascinante, de belo, de alegre, de espontâneo, de saboroso como um fruto.
Elas nascem da árvore do Espírito. Nós as vivemos, mas é o Espírito que as desperta em nós, pois elas estão presentes como “reservas de humanidade” em cada um de nós.
Estas atitudes construtivas não são patrimônio de alguns eleitos extraordinários; elas fazem parte da vi-da de cada dia e que contrastam com uma moral puramente limitadora ou impositiva. Trata-se de hábi-to de vida fecundo, criativo, propositivo, que constrói uma comunidade cordial, calorosa, empolgante.
Como “filhos e filhas do Vento” basta deixar-nos envolver, escutar o Sopro daquela voz que habita a dimensão mais profunda da vida e que se aninha nas cavidades mais secretas de nossa existência.
Não se trata de “fazer” ou de “realizar” , mas de deixar que o Dom traga o seu fruto. É algo de gratuito, de belo, de graça, de desejável, de restaurador.
É o Sopro que nos faz viver, e viver em plenitude.
Assinar:
Postagens (Atom)





