Penso que aqui é o melhor lugar para que eu possa dizer que a Jornada me deu de presente essa família linda!!
Abramo meu genro, era aluno do Loyola, quando eu e Chico fomos convidados a coordenar a Jornada . Não me lembro o ano, provavelmente devem ter mais de 15 anos.
Em uma das reuniões do Grupo dos 5 tive a ideia de criar a Equipe de Jovens e então Padre Gilberto e Eduardo Machado me sugeriram o nome do Abramo, que na época também era animador de DDF´s do Colégio, para Coordenar essa Equipe.
Sabe o que aconteceu? Me apaixonei pelo menino...rsrsrs. Queria que ele fosse meu genro de qualquer maneira.
O tempo foi passando, Gabi namorou algumas pessoas também muito especiais. Mas eu não tinha desistido dele. E um belo dia ela me disse : " Mãe , sabe o Alexandre? Aquele menino que você era doida pra eu namorar? A gente tá conversando pelo MSM..
Meu coração quase saiu na boca. Acho que daquele dia em diante não dei mais sossego pra minhas Santinhas. Não sei como não botei fogo no meu banheiro com tanta vela que acendia.
E finalmente o namoro deu certo e eles se casaram. No dia 2 de dezembro/14 me deram um presente de Natal, um lindo neto. O que quero mais da vida ?
Deus continua me presenteando , Carol está noiva de um dos melhores amigos do Abramo e se casa no ano que vem.
DEUS é simplesmente maravilhoso!!!!!
Obrigada meu PAI!
E me perdoe se às vezes me esqueço de te agradecer.
Obrigada Santo Inácio por me ensinar tanto e por me dar tanto amigos queridos nesta caminhada.
Obrigada também aos meus amigos queridos por serem testemunhas desse AMOR MAIOR nas nossas vidas.
Como é maravilhoso ter uma Comunidade como a nossa.
Obrigada ao Chico, meu grande amor, por escrever comigo essa história.
E já avisei ao Padre Germano. Já já teremos a AVL ( Associação de Vovós do Loyola) !!!!
Esse é o cantinho da Comunidade que participa da Jornada Inaciana de Acolhida do Colégio Loyola de Belo Horizonte.
segunda-feira, 26 de janeiro de 2015
A “AUTORIDADE” DO GRANDE MESTRE
“Ele as ensinava como quem tem autoridade,
não como os escribas” (Mc 1,22)
Esta frase nos remete a imaginar a forma, o
jeito, a maneira como Jesus falava das coisas, como se posicio-nava diante dos
fatos da realidade, como era a sua atitudediante da sociedade e da religião de
seu tempo. Suas palavras despertavam a confiança nas pessoas, ativando
esperanças e fazendo desaparecer os medos. Suas parábolas atraiam para o amor a
Deus, não para a submissão cega à lei. Sua presença fazia crescer a liberdade,
não a servidão; suscitava o amor à vida, não o ressentimento.
A este modo de falar, Marcos o
chama “ensinar com autoridade”. “Autoridade” é o oposto à imposição. Do latim
“augere”, significa “aumentar, elevar, sustentar...” “Falar com autoridade”
não significa, falar “grosso”, “falar alto” ou “falar agressivamente”, pois são
formas dos autoritários quererem se impor.
Podemos fazer aquía distinção
entre “autoridade” e “poder”: este último se baseia na
força; aquela, no carisma pessoal e no reconhecimento merecido pelo próprio
comportamento. Um busca a submissão; a outra só tem como objetivo o bem da
pessoa e seu crescimento. Frente ao poder, o ouvinte pode sentir medo; diante
de quem tem autoridade, sente confiança e ânimo.
O Mestre da Galiléiafala do que viu e
experimentou. Por isso, se atreve a falar em primeira pessoa. Passou por um
processo no qual foi aprendendo a “pôr nome” àquilo que ia vivendo.
Nesse percurso, foi levado a profundezas que
lhe permitiam conectar com as vivências mais profundas das pessoas que, por sua
vez, se sentem reconhecidas e “lidas” em seu interior.
No entanto, os “letrados e mestres da lei” de
todos os tempos e lugares tendem a oferecer “doutrina enlatada”, à qual as
pessoas dão assentimento, mas que não traz nada novo. Costuma ser um
receituário de conceitos aprendidos, adornados com opiniões de letrados
anteriores ou de superiores hierárquicos; transmite-se doutrina, mas não há
vida; fixa na ortodoxia mas falta experiência pessoal naquilo que se fala e
“novidade” que nasce da interioridade. É um exercício de pura erudição que
costuma deixar frios os corações dos ouvintes. Corre-se o risco de
esclerozar-se, afastando-se cada vez mais da vida e das preocupações das
pessoas.
O contraste é patente: o mestre
de Nazaré cria algo novo; os letrados e os sacerdotes buscam, acima de tudo,
conservar. A mensagem destes tende a ser repetitivo e rotineiro; a do mestre,
no entanto, por mais vezes que o escutemos, sempre tem sabor do “novo”.Quanto
mais distante esteja uma palavra da experiência, menos dinamismo transformador
ela tem sobre as pessoas.
“Falar como quem tem autoridade” significa alguém
manifestar coerência entre o que fala e o que pratica; significa alguém falar o
que lhe vem de dentro do seu coração, de seu interior. E, com certeza, Je-sus
não tinha esta dualidade: o que Ele falava era o que Ele interiormente
acreditava e existia dentro d’Ele.
Geralmente as pessoas ficam
assombradas quando a mensagem que ouvem lhes soa como “novo” e, ao mesmo tempo,
encontra “eco” em seu interior. E isso ocorre porque quem fala “conecta” com a
realidade que, talvez ainda adormecida, habita já nos ouvintes. Se não há
novidade, não é fácil que se produza assombro; a rotina só provoca acomodação,
adormecimento e vazio.
Mas se é só “novidade”, o
assombro será superficial e passará tão rapidamente como chegou. E isso não foi
o caso de Jesus. A multidão que o escuta fica “assombrada” porque se sente
“tocada” por aquilo que o Mestre dizia: este soube “pôr palavras” naquilo que
as pessoas já sentiam ou intuíam, embora sem ter consciência disso. Poderíamos
dizer que Jesus sabia “empalavrar” a realidade; n’Ele, as palavras não se reduziam à oralidade,
mas envolviam todas as expressões humanas: gestualidade, presença compassiva,
postura ética, expressões corporais acolhedoras, sentimentos... Em Jesus, as palavras
são, ao mesmo tempo, pensamento, ação, sentimento..., que desencadeavam um
“movimento” no interior das pessoas, abrindo-lhes um novo horizonte de sentido.
Daí a sedução que Ele exercia sobre elas.
Graças à interiorização da mensagem de Jesus,
poderemos, também nós, levar algo de luz e de calor a tanta gente que busca,
porque se sentirá “alcançada” em seu coração. Isto requer que, seguindo o
“mestre interior”, passemos pela experiência, percorrendo nosso próprio caminho
espiritual: “falar com autorida-de” implica uma desapropriação e um
esvaziamento do próprio ego. Esse caminho nos conduzirá mais e mais ao nosso “centro”,
esse centro que compartilhamos com todos os seres. Por isso, quando falarmos a
partir dele, notaremos vibrar os corações daqueles que nos escutam.
No fundo, estamos todos já
conectados; somos como pequenas ilhas separadas na superfície, mas com-partilhamos
a mesma terra comum no nível subterrâneo; somos como os poços que vemos
igualmente separados, mas somos portadores da mesma água que, no manancial
subterrâneo, nos “une” a todos.
Talvez este seja um dos desafios mais fortes no
mundo contemporâneo: cristãos que falem com auto-ridade, pessoas de
uma rica profundidade, capazes de apontar caminhos para que outros também encon-trem a vida verdadeira, plena e abundante, à qual todos
somos chamados.
Nunca a humanidade esteve tão ávida de pessoas
assim. Ela não quer mais discursos vazios, desenraizados, contraditórios... ela
clama por caminhos seguros, verdadeiros, que deem sentido à vida.
Não é a forma que vai dar
autenticidade ao que se fala, mas o interior daquele que profere a palavra.
Um mundo melhor, um mundo
solidário, fraterno, amigo, deve existir, antes de tudo, dentro do ser humano;
somente a partir daí cada um tem condições de propagar este mundo desejado. Ou
seja, se dentro da pessoa existe ódio não dá para proclamar a paz; se dentro da
pessoa existe desamor, não dá para anunciar o amor; se dentro da pessoa existe
cobiça, não dá para anunciar o desapego; se dentro da pessoa existe a ambição,
não dá para anunciar a humildade.
Quem tem como rotina de vida “ficar enredado” em
redes sociais e TV, com os programas que são “vomitados”, dificilmente terá
profundidade, dificilmente terá raízes que o sustentem nos momentos desafiadores
da vida, que com certeza aparecerão. No entanto, pessoas que conseguem parar,
ter tempo para si, recompor-se, fazer silêncio, interiorizar-se, contemplar,
perceber a alegria da vida, das pessoas, da família, das crianças, da
simplicidade... estas com certeza “falarão com autoridade”; ou seja, serão
farol para conduzir e apontar caminhos.
Texto bíblico:Mc 1,21-28
Na
oração:Vivemos
cercados de “palavras vãs”, condenados a uma
civilização
que teme o silêncio (hádemasiado
ruído em nós e em torno a nós). Fala-se muito para dizer bem pouco; há
demasiado palavrório. Carecemos de interioridade.
O
silêncio não é o contrário da palavra. É sua matriz. Talhada pelo
silêncio, mais significado ela possui.O tagarela cansa os ouvidos alheios
porque seu matraquear de frases ecoa sem consistência.
Já
o sábio
pronuncia a palavra como fonte de
água viva. Ele não fala pela boca, e sim do mais profundo de si mesmo. Sabem os
místicos
que, sem calar o palavreado crônico, é impossível ouvir, no segredo do coração,
a Palavra de Deus que neles se faz
expressão amorosa e ressonância criativa.
segunda-feira, 29 de dezembro de 2014
OLHAR ESPERANÇADOR, DESBRAVADOR DE FUTUROS
“Os
pastores voltaram, glorificando e louvando a Deus por tudo que tinham visto e
ouvido” (Lc 2,20)
Somos seres de “travessia”...
Mais uma vez nos deparamos com ritos de passagem: final de
ano, a expectativa surpreendente da Epifania, a renovação dos desejos que nos
humanizam, a ansiedade diante dos desafios do Novo ano...
Tempo celebrativo
marcado pela gratidão, para acolher as experiências vividas e aprender com
elas; tempo de inspiração e criatividade diante da certeza do novo; e,
sobretudo, tempo para re-compor a esperança, tantas vezes reprimida ao
longo do ano.
Ano Novo nos situa no clima das grandes esperanças
da humanidade; neste dezembro mágico nosso coração caminha mais rápido, rompe o
tempo, já está lá na frente, pronto para acolher a surpresa.
Tudo aponta para o Eterno que nos
escapa e nos encontra. Aqui a imaginação trabalha e cria momentos felizes. Com
essa esperança, podemos dar sabor à nossa vida, muitas vezes modesta e
simples.
A esperança tem raízes na
eternidade, mas ela se alimenta de pequenas coisas. Nos despojados gestos ela
floresce e aponta para um sentido novo. É preciso um coração
contemplativo para captar o “mistério” que nos envolve. É preciso um
“coração de pastor” para ver numa criança a presença do Inefável.
Mesmo diante dos
profundos dilemas sociais, achamos possível ser e viver de outro modo,
inventamos e reinventamos opções, criamos novas saídas... e sem cessar,
sonhamos com o “mais” e o “melhor”.
Ainda que soframos ventos contrários e as
nuvens se adensem no horizonte, sabemos e confessamos com o profeta Jeremias: “Há uma esperança para o teu futuro” (31,17).
Precisamente por
vivermos tempos difíceis, precisamos mais do que nunca da pequena e teimosa espe-rança.
Pois“a esperança é uma filhinha que
todas as manhãs acorda, lava-se e faz a sua oração com um rosto novo”
(Péguy).
Nesse sentido é que compreendemos
a esperança como produtora e gestora do futuro; ela se revela como espera criativa e nos prepara para
acolher as surpresas da vida.
A esperança é algo constitutivo de nossa humanidade, ao mesmo tempo
que nos humaniza; ela carrega uma força misteriosa, um sopro criador que nos
leva a olhar tudo com fé e otimismo.
O nosso interior está habitado
por esperanças de todo gênero. O que faz a diferença é a qualidade, a
consistência e o realismo de nossas esperanças.
A esperança,hoje como sempre, não é virtude de um instante. É a atitude
fundamental e o estilo de vi-da daqueles que enfrentam a existência “enraizados e edificados em Jesus Cristo” (Col.2,6)
Ela não é a virtude
própria dos momentos fáceis. Ao contrário, a esperança cristã cresce, se purifica e se enriquece em meio aos
conflitos.
Frente a uma “visão imediatista” da
história, sem meta e sem sentido algum, a esperança
cristãleva a sério todas as possibilidades latentes na realidade presente.
Precisamente porque queremos ser
realistas e lúcidos, nós nos aproximamos da realidade, vendo-a como algo
inacabado e “em marcha”; não aceitamos as coisas “tal como são”, mas “tal
como deverão ser”.Quem ama e espera (esperançar) o futuro não pode “conformar-se”
com a realidade tal como é hoje. A esperança não tranquiliza, inquieta, gera
protesto, nos desperta da apatia e da indiferença... nos desinstala.
Santo Agostinho dizia que a esperança tem dois
filhos: a indignação e a coragem.
Indignação ao ver como as coisas
estão e coragem para não permitir
que continuem assim.
Nós nos indignamos quando nos sentimos
impotentes ante a injustiça, a violência, o abuso do poder, a marginalização em
que vivem milhões de crianças e jovens sem futuro… Entretanto sabemos bem que a
indignação não basta para mudar essas realidades que não apreciamos.
Por isso Santo Agostinho fala do segundo filho:
a coragem, palavra que deriva do
latim “cor”, coração.
Ter coragem significa ter
coração. A primeira prova de coragem é, portanto, atrever-se a escutar o próprio
coração e rebelar-se diante da impotência. Coragem é colocar o coração na
frente, e não os cálculos racio-nais da mente ou os medos paralizantes.
Aquele que vive com esperança se sente impulsionado a fazer
o que espera.
Desejar algo é antecipar o futuro
e procurar uma maneira de torná-lo presente.
“Estamos abastecidos de futuro” (Pedro Arrupe)
Há um dado que é absolutamente evidente nestes
tempos pós-modernos: o futuro que vamos construindo“carece de
marcas de certeza”
(Lefort).
Nossa concepção de futuro se atrofiou: vivemos
“tempos semfuturo”. Não podemos prever o futuro com segurança. Hoje, o futuro
se apresenta a nós muito mais aberto que em qualquer outra época de nossa
humanidade. Os conhecimentos, os meios de comunicação, as técnicas... não nos
asseguram uma certeza do que virá. Aventurar no futuro torna-se cada dia mais
complexo e difuso, pois predomina a incerteza que nós mesmos geramos.
Vivemos uma geração que teme o
futuro; por isso vivemos um “presente esticado” porque o futuro nos apavora. Já
que preferimos não imaginar o futuro, alargamos o presente.
Precisamente porque faltam
valores e um sentido para a existência é que se irrompe o medo do futuro,
a acomodação, o refúgio no efêmero e no imediato, sem raízes e sem esperança. O
medo do futuro nos ajuda a entender a mediocridade e o vazio do presente.
Ao reduzir nossos sonhos e
aspirações ao consumo, reduzimos nossa humanidade e nossa vida.
Precisamos voltar a ter um futuro onde
ancorar; um futuro que valha a penaimaginar e que impulsiona as ações de nosso
presente; uma esperança que nos dilate. Sem silêncio, sem profundidade, sem a
sabedoria que sabe decantar, nunca seremos arrojados e audaciosos frente ao
futuro.
O futuro que espera se converte em projeto de ação e compromisso, alimenta a solidariedade, desperta a ternura, a acolhida
compassiva...
E este compromisso é precisamente
o que gera esperança no mundo.
No final, seremos todos acolhidos
por Aquele que nos quer “eternos”. Porque Ele é “terno”, deitado
numa manjedoura, Esperança despojada que dá sentido às nossas perdidas “esperanças”.
Texto bíblico:Lc 2,16-21
Na
oração: Esperança,
indignação, coragem.
Preciosas atitudes para este novo tem-po em
que temos o privilégiode viver. Você se atreveria de fazer suas essas atitudes?
Você se arriscaria, por um novo começo? Que riscos concretos você se sente
chamado a assumir?
Um
Ano Novo feito de promessas, de caminhos... de ternura infantil.
Um
ousado 2015,carregado de esperanças.
segunda-feira, 1 de dezembro de 2014
ADVENTO: FOME E SEDE DE ESTRADAS
"Preparai o caminho do Senhor,
endireitai suas estradas!” (Mc 1,3)
Neste tempo de preparação para o Natal, aparece
na liturgia cristã um personagem sumamente interessan-te e provocador: seu nome
é João;“a
terra se chama João”,
escreveu Pablo Neruda. Ou seja, um nome universal; um nome que revela a
identidade de um homem que rompe os esquemas estabelecidos; sua missão
profética se dá no deserto, longe dos templos e da religião oficial.
A partir da margem ele grita e este grito é o
que melhor revela o espírito de Advento.Ele
denuncia que nossos caminhos estão
bloqueados e que as veredas da humanidade estão torcidas, impedindo que venha e
se manifeste o Deus da justiça.
Uma
frase de Fernando Pessoa poderia sintetizar o quão inspirador é este tempo do Advento:
“Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas
usadas, que já têm a forma do nosso cor-po, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos
mesmos lugares. É o tempo da travessia:
e, se não ousarmos fazê-la teremos ficado, para sempre, à margem de nós
mesmos”.
Por isso,
Advento é tempo propício para destravar nossa vida, colocando-a em
movimento.
É nesse
contexto de uma realidade atrofiada, pessoal e social, que ressoa forte a voz
de João:“preparai...”.Somos nós quedevemos nos mobilizar, fazendo-nos Caminho de
Humanidade, precursores de “Alguém” maior. Somos peregrinos que preparam o
Caminho para o verdadeiro Enviado de Deus, para os homens e as mulheres da paz
e da plenitude futura.
“Preparai” significa estar atentos para não
permanecermos fechados em nossos pequenos reinos e abrir um espaço de esperança
frente a um mundo que gira em torno a si mesmo.Se estamos apegados ao que temos
e somos, jamais seremos capazes de “fazer estrada com Deus” e participar da preciosa vida que Ele nos oferece.
É preciso “endireitar-se”, ter um
horizonte de vida, preencher nosso vazio de vida interior, “aplainar” e descer
de nossas montanhas de orgulho e soberba... Vivemos instalados em certos costumes,
estilos de vida medíocres…Vivemos no centro de uma humanidade torcida,
retorcida e, no fundo, envenenada. Para endireita-la é preciso forçar, fazer
que se quebrem e se rompam as resistências interiores, a fim de que tudo se
aclare, se desvele.
Estamos decididos a percorrer os caminhos novos que a novidade de Deus
nos apresenta?
Ou nos entrincheiramos em estruturas caducas
que perderam a capacidade de resposta?
Caminhar
é sair do
centro, das seguranças, da acomodação... e ir em busca das surpresas, das novas
descobertas; implica arriscar, ter ousadia, não ter medo de fazer a travessia
para o outro lado.Somos passageiros, um Caminho aberto à vida de Deus que
permanece, caminho que anuncia e prepara a Vida. Por isso precisamos, mais do
que nunca, da figura do profeta; autênticos profetas que, sem medo e partindo
de sua experiência de Deus, nos ajudem a encontrar o verdadeiro caminho; pessoas que por sua dedicação
e experiência pessoal possam lançar alguma luz nesse emaranhado de caminhos que
se entrecruzam e que a imensa maioria são sendas perdidas que não levam a lugar
nenhum.
A humanidade
deveria ser caminho de vida, jamais caminho de morte.
Nunca foi oferecido ao ser humano
tantos falsos caminhos de salvação como agora:caminho
fechados, caminhos obstruídos que veda passos e impede a circulação da vida, caminhos
que paralisam mobiliza-ções, caminhos que travam saltos históricos, caminhos
que barramtransformações sociais, caminhos embrutecidos que conduzem à
crueldade e à violência, caminhos mortíferos que precipitam à morte.
Nada mais
desolador do que ser “inviável”,
ficar “sem via”, ficar sem caminho,
sem saída, sem futuro.
Nada mais
trágico do que perder o caminho.
“O ser
humano é Terra que anda” (AtahualpaYupanqui). O caminho está dentro de nós. Sem caminho
nos sentimos perdidos, confusos, sem rumo, sem bússola e sem estrelas para
orientar as noites de nossa existência.Somos peregrinos. A vida cristã é um
movimento constante de passagem. Somos seres em trânsito, rumo ao novo. Itinerantes.
Caminhar sempre. O próprio caminhar desvenda mais caminho.
Enquanto
amadurecemos no caminho, importa colher e acolher o que o próprio caminho
oferece. Expandir a esperança que ilumina a mente e o coração.
Mais do que ser-de-caminho, o ser humano é ser-caminho: caminho da vida, caminho
da verdade, caminho da justiça, caminho do coração, caminho do amor, caminho da
ciência, caminho da ética, caminho da solidariedade. Cada pessoa tem a
responsabilidade de ser caminho para os outros.
Caminhoescancarado à passagem da humanidade peregrina. Caminho
acolhedor; caminho aberto e solidário; caminho ecumênico; caminho plural;
caminho sedutor.
“Senhor, mostra-nos teus caminhos!”
Para o povo que peregrina no deserto, é essencial
conhecer direções e entender ventos. E para o coração que peregrina
no deserto da vida, é essencial conhecer os caminhos do Espírito e os ventos
da Graça.
De Deus
viemos. Dele somos. Nele vivemos. Para Ele vamos. Peregrinos espertos em
discernir rumos e encruzilhadas.Somos caravana que avança em êxodo continuado.
Vida nômade, provisória.
Peregrinar
sem morada permanente. Tenda ambulante, não casa sólida de pedra.Somos Pessoas
de muitas tendas, de muitos acampamentos. Nada definitivo.Estado de itinerância
evangélica, traço característico de Jesus e de todo seu seguidor. O mundo,
nossa casa sem paredes.
Caminhar em
direção a Quem é sempre maior, rumo ao destino prometido.
Somos todos peregrinos, mas os viajantes são
diferentes. A estrada não é igual
para todos.Vivemos uma caminhada que começa dentro de nós mesmos, nas estradas e trilhas do nossoeu profundo.
Mas, ao mesmo
tempo, é um caminho solidário: no caminho de cada pessoa estão presentes
milhões e milhões de experiências de caminhos vividos e percorridos por
incontáveis gerações. A missão de cada um é prolongar este caminho e vivê-lo
tão intensamente que aprofunde o caminho recebido, endireite o caminho
retorcido e ofereça aos futuros caminhantes um caminho enriquecido com suas pisadas.
Caminhamos juntos,
acompanhados por Aquele que é o Caminho: “Emanuel, Deus conosco”.
Quem caminha quer ser mais. Seu horizonte é o seu sonho, o seu ideal. Aceita o desafio de caminhar com os pés no chão e o coração
na eternidade.
Pioneiras são as pessoas que vão a lugares onde ninguém esteve antes: “gente
de fronteira”.
“Temos fome e sede de estrada, e ela está ardendo por dentro”.
Caminhar é preciso. O seu caminho tem coração?
Texto bíblico:
Mc 1,1-8
Na oração: rezar
a bagagem de sua vida; imagine-se
diante de sua mo-
chila...onde colocou tudo o que você leva consigo, desde
os anos de suainfância até agora (os dias felizes e menos felizes, as
experiências plenificantese as experiências frustrantes, tudo o que lhe pesa e
lhe aborrece, o que vocêsente que o importuna, o que lhe pressiona e o abate,
talvez alguma coisa quelhe parece insuportável...).
- Contemple as experiências
bonitas e enriquecedoras em sua bagagem, as
“coisas”que
você guarda com carinho... Faça “memória”
das maravilhas
que o Senhor realizou em você,
na estrada da vida. Reze... louve... agradeça...
- Diante do Senhor, pegue a sua
mochila para sentir o seu peso... ofereça-a.
segunda-feira, 24 de novembro de 2014
ADVENTO: NOVO DESPERTAR
“Para que não
suceda que, vindo de repente, ele vos encontre dormindo”
(Mc 13,36)
Estamos iniciando um
Novo Ano litúrgico. Começamos com o Advento,
que não é somente um tempo litúrgico, mas toda uma atitude vital que
atravessa toda nossa existência. Sempre há o risco de vivê-lo como “mera
repetição”, como um “tempo parecido” com o tempo anterior.
Não entenderemos a
mensagem de Jesus se ela não nos motiva a viver em continuo e criativo Advento.
Cada Advento é único e original,
pois já não somos mais os mesmos: passamos por contínuas mudanças, amadurecemos
mais, estamos vivendo problemas e desafios diferentes, acumulamos
experiências... Deus também não se repete; Ele se aproxima de cada um de nós
com um novo olhar e um novo apelo. Ele quer suscitar vibrações novas em nossas
vidas e sua Presença instigante desperta em nós o grande desejo de entrar em
sintonia com o Seu coração. Novo tempo,
que pede de nós amplitude de visão e sensibilidade.
“Ficai despertos!”
“Vigiai!” “Tende os olhos abertos!”:são apelos para o início deste Advento.
A chave do relato do Evangelho de hoje está na atitude dos servos. Para provocar essa
atitude, Jesus nos fala da chegada inesperada do dono da casa. Deus é Aquele
que sempre está vindo. Ele é “o que vem”.
Se passamos a vida
adormecidos, nada acontece. Isto é o que deveria nos dar medo: poder
transcorrer nossa existência sem ativar as possibilidades de plenitude que nos
foram dadas.
Mas não basta ter os
olhos abertos;é preciso ampliar a visão para além de nossos pequenos interesses
e preocupações; precisamos também de maisluz.
Despertar é
simplesmente abrir nossos olhos, cada dia, à luz que provém de Deus e confiar
que tal luz transforme nossa maneira de ver; é preciso deixar que esta luz
ilumine nossas sombras interiores, des-velando e trazendo à tona nossas
aspirações e esperanças mais duradouras.Abrir os olhos à luz de Deus e escutar
atônitos, fascinados, a voz divina que cada dia ressoa em nosso interior.
Trata-se de estar despertos para assumir a vida com uma consciência lúcida.O
amor, a inspiração, a vida, nos movem por dentro. Tudo o que esperamos já temos
dentro de nós. Um dinamismo misterioso nos abre e nos atrai, nos impulsiona a
ser, a viver. Basta “destravar” este impulso e nos deixemos levar.
Advento
é tempo que nos
convida a abrir os corações, escutar o Espírito e pôr-se a caminho, enquanto “a
luz da vida” nos ilumina.
É preciso despertar
e ativar um fogo novo em nosso interior; há algo importante, essencial na vida
humana que ainda está adormecido; há uma dimensão existencial profunda onde é
cada vez mais difícil a inteligência e a vontade terem acesso.
Hoje o ser humano
está desperto por fora, mas por dentro revela um coração descontrolado,
sacudido entre forças de gravidade que ora o arrastam para o exterior, o
imediato e a superficialidade, ora despertam a experiência de um desejo
interior com uma forte nostalgia de vida, de paz, de plenitude...
A humanidade quer
viver.O coração humano precisa escutar este desejo, não só como sede de terra
seca, mas como uma palavra de vida, como o rumor de uma fonte de água viva.
Talvez ele precise colocar outro ritmo em sua existência, que lhe permita estar
atento e à escuta das surpresas que a vida des-vela.
O Advento
constitui também um tempo habitado; é um tempo de espera, de paciência,
de confiança em Deus que
não só se revela na história, mas também na temporalidade. Deus é o que marca o ritmo do tempo, é Aquele que
tem a iniciativa.Ao ser humano lhe corresponde estar atento aos movimentos do
Espírito e dos acontecimentos.Mas é um tempo de espera ativa.
Acolher os momentos
de Deus é estar preparado para o mais “in-esperado”.
A dinâmica da espera
inclui a surpresa. Esta certeza forma parte central da experiência da fé.
Brota uma certeza:
o esperado, quando chega, ultrapassa sempre o que se espera.
Pede ser esperado
em gratuidade, sem pressas, sem ansiedade,porque sabe que tudo é dom e graça.
Esperar é uma forma de viver. Esperar é ser fiel ao dinamismo
profundo da vida, deixar-se levar simplesmente pelo Espírito que nos habita, o
Espírito que tudo une e liberta, que tudo move e atrai.
A espera, quando
é carregada de amor e presença, faz crescer e conhecer regiões do coração até
então desconhecidas e inexploradas.
“Despertar”também nos abre a uma sintonia,
a uma relação profunda, com o universo que nos envolve, com os outros com quem
convivemos, com o Criador que tudo sustenta. Poderíamos nos perguntar: o quê
nos pede Deus em cada acontecimento e em cada situação da vida.
Esta é a maneira de entender e viver uma espiritualidade
aberta a um “Deus sempre surpreendente”, sempre novo. Um Deus de
quem tudo procede, que habita nas criaturas, que trabalha por nós, que desce às
nossas vidas e aos nossos tempos.
Isto é contemplação, e que faz toda a diferença:
talvez não transforme de imediato as dificuldades, os desafios, uma situação
dura, mas, pode sim mudar a textura de nossos corações, a qualidade de nossas
respostas, a profundidade de nossos sentimentos e pensamentos.
O tempo do Advento nos oferece uma oportunidade única de aprender a esperar e fazer da esperança nossa condição existencial. Somos,
na medida que esperamos. Somos aquilo que esperamos ser. Por isso, o Advento
pede vincular esperança e responsabilidade, justamente para dar mais consistência
humana e maior sentido a esse futuro que está aberto à nossa frente, carregado
de motivações e inspirações.
O ser humano pode
esperar o que quiser, mas não pode esperar qualquer coisa. É preciso ter os
olhos bem abertos para “ver” e acolher o que acontece ao nosso redor:as
alegrias e os sofrimentos daqueles que nos cercam, as esperanças dos povos que
estão mais além de nossas fronteiras, muitas vezes em situações dramáticas, os
sonhos de tantos que buscam um mundo mais fraterno, livre e justo...
Viver conectados,
em redes, unidos, entrelaçados, para potenciar a esperança e a vigília,
iluminando-nos uns aos outros, despertando sonhos e buscando soluções
alternativas, ressuscitando as aspirações profundas, vivendo continuamente
comprometidos com outro mundo mais fraterno e justo.
Vigiemos,
observemos, abramos os olhos a “outra realidade” que já está presente nas
entranhas da nossa própria cotidianidade. Advento
é indicar e ativar a “nova vida” que quer se fazer visível.
O dia esperado está
começando. Estamos apenas na aurora, mas os primeiros raios trazem a suavidade
que enche o nosso coração. Resta-nos a esperança; com ela, damo-nos as mãos,
colocamo-nos a caminho.
Como Maria, tenda humilde do Verbo, podemos nos converter em pessoas de
esperança, abertas à novidade do Espírito, que espreita oculto nas dobras de
nossa história. Podemos chegar a ser sentinelas do amanhã.
Texto
bíblico:Mc 13,33-37
Na oração:
o que o faz
permanecer adormecido, alienado da
realidade e incapaz de “ler”
os sinais d’Aquele que vem vindo?
Como se situa diante dos desafios
que você é chamado a enfrentar? Não se sente cansado, desanimado ou sem
esperança por já ter vivido tantas mudanças? Ou talvez desanimado porque as
coisas não aconteceram como havía previsto? Ou, ao contrário, cheio de energia,
entusiasmado por ser protagonista de uma época considerada de graça e de
bênção?
sábado, 22 de novembro de 2014
Gesto Concreto de Natal:
“Pequenos gestos que mudam vidas”
A
chegada do Menino Deus, que se faz presença e presente no meio de nós, é
convite a apontar a vida na direção da solidariedade fraterna, através de
gestos concretos que vão, desde a celebração com familiares e amigos, ao redor
de uma bela mesa, até o compromisso de resgate da dignidade dos empobrecidos,
os filhos preferidos de Deus.
Aprendi
com minha avó que o filho mais querido é o pequeno até que cresça, o doente até
que sare, o ausente até que volte, o carente até que seja atendido. Ou seja,
aquele a quem falta algo para lhe restituir a dignidade plena de ser pessoa.
Que
tal, como pessoa ou como grupo, comunidade, ajudar na transformação da
realidade de um grupo de pessoas admiráveis?
Em
junho deste ano, fizemos uma experiência de imersão no acampamento TERRA
PROMETIDA, uma comunidade localizada na região de Felisburgo, nordeste de Minas
Gerais, no Vale do Jequitinhonha. Foram, trinta alunos, professores e pais,
acolhidos nas casas das famílias, conhecendo e experimentando a realidade e o
modo de vida dos moradores.
Desde
o ano 2002 eles vem lutando pelo direito de posse da terra. São quatro áreas de
moradia, pequenas agrovilas, formadas por até 15 famílias cada.
Como não são legalmente assentados, não tem
reconhecimento jurídico, ficando impossibilitados de buscarem os recursos dos
órgãos oficiais. Vivem do seu trabalho e de pequenos projetos de entidades não
governamentais, como o Colégio Imaculada.
Um
grupo de 5 famílias com um pouco de conhecimento do trabalho com apicultura
está investindo precariamente na produção de mel. Apesar das dificuldades, vão
melhorando a produção e valorizando o trabalho na terra. Há três anos vem trabalhando,
animados, pois o mel produzido é de boa qualidade. Com a ajuda de amigos o mel
é vendido em BH com sucesso.
O
problema é que, com a estrutura atual, a produção não consegue atender à
demanda. Com uma estrutura apropriada sentem que seria possível investir inclusive
no beneficiamento de outros subprodutos do mel, como remédios naturais, orientados
pela equipe de saúde que assiste ao acampamento.
Para
tanto, faz-se necessário construir uma “casa do Mel”, estrutura adequada para
atender às necessidades da comunidade. Para essa construção a comunidade assume
a mão de obra que será em mutirão. Madeiras, pedra e areia, eles também já tem.
O que falta?
Abaixo,
um resumo do Projeto e suas necessidades:
MATERIAL QUANTIDADE VALOR
CIMENTO
|
25 SACOS
|
600.00
|
BLOCOS
|
2000 MIL
|
560,00
|
PORTAS COMPLETAS
|
3 COMPLETAS
|
750,00
|
JANELAS
|
3 COMPLETAS
|
585,00
|
TELHAS DE AMIANTO
|
37 UNIDADES
|
1,036,00
|
CERAMICA (PISO)
|
50 M
|
650.00
|
TELA PROTETORA DE ABELHAS
|
20 MT
|
640,00
|
CANO PVC 100
|
6M
|
9,60
|
JOELHO -100
|
4 UNIDADES
|
12,00
|
JOELHO LISO C/ ROSCA
|
4 UNIDADES
|
1,20
|
CANO DE ¹/²
|
2 BARRAS (12
M)
|
15,00
|
T. LISO C/ROSCA
|
4 UNIDADES
|
4,00
|
CAIXA DÁGUA 500L
|
1
|
175,00
|
BANHEIRO COMPLETO
|
1
|
204,00
|
TEINTA IDRACOR
|
10
|
15.00
|
CANO DE 40ML
|
2 BARRAS (12M)
|
26,00
|
T.40ML
|
4 UNIDADES
|
6,00
|
FORRO PVC 10M
|
140,00
|
|
TANQUE P/ÁREA DE SERVIÇO
|
1
|
250,00
|
TOTAL
|
5.474.80
|
MATERIAL PARA TRABALHAR COM A PRODUÇÃO DO MEL
10
|
CAIXAS DE ABELHAS
|
1120,00
|
1.200,00
|
||
04
|
CONJUNTOS DE MACACÕES
|
80.00
|
320,00
|
||
02
|
FUMEGADORES
|
79,00
|
237,00
|
||
01
|
MESA ASPECULADORA
|
480,00
|
480,OO
|
||
05
|
PENEIRAS
|
3,50
|
17,50
|
||
05
|
GARFOS
|
20,00
|
100,00
|
||
04
|
VASILHAMES DE ARMAZEMENTO
|
47,00
|
188,00
|
||
01
|
DECANTADOR COMPLETO
|
520,00
|
520,00
|
||
05
|
PARES DE BOTA
|
40,OO
|
200,00
|
||
TOTAL
|
3.262,50
|
||||
Total Geral: R$8.737,30 (Oito mil,
setecentos e trinta e sete reais e trinta centavos).
Projeto
do Apiário Fruto da Esperança
Acampamento
Terra Prometida
Felisburgo
- MG
Então, a partir
disso, faço o meu pedido: transformar nossa Celebração de Natal, também, em
Gesto Concreto de ajuda à comunidade Terra Prometida. Pequenos gestos que mudam
vidas!
O
mais prático é a doação em dinheiro. Felisburgo fica a 700 Km de BH e o custo
do transporte de material oneraria em demasiado. Então, peço que as pessoas ou
grupos interessados em ajudar entrem em contato comigo pelo email edujmmachado@gmail.com e oriento sobre
onde e como fazer o depósito.
Qualquer
quantia vale. Assim como de grão em grão a galinha enche o papo, de flor em
flor a abelha faz o mel.
PS:
Quem quiser comprar mel, também é comigo. 10 reais a unidade.
Eduardo Machado
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