Esse é o cantinho da Comunidade que participa da Jornada Inaciana de Acolhida do Colégio Loyola de Belo Horizonte.
segunda-feira, 11 de julho de 2011
sábado, 9 de julho de 2011
quinta-feira, 7 de julho de 2011
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Boa tarde,
Gostaria de informar a todos que a celebração da missa de sétimo dia do pai da professora Claudia Silvana N. Barbosa, Sr. Geraldo Magela Barbosa, será realizada no dia 08/07 às 19h, na igreja São Mateus – Rua Joaquim Linhares, Anchieta, n° 47.
Atenciosamente,
Rose Cardoso
Diretoria Associação de Pais do Colégio Loyola
Fábrica de Velas para a Ordenação do Geraldo !!!
Aproveitamos e cantamos o Parabéns para o Grande Giovane!!!
E rimos muito com o Rodrigo, que aproveitou os ferrinhos do braço para aumentar a nossa produção !!!
terça-feira, 5 de julho de 2011
Amigos e amigas,
segue uma sugestão para rezar o Evangelho do próximo domingo.
A partir de hoje estou de mudança para Itaici. Estou retornando para a área
de Espiritualidade. Neste mês de julho estarei orientando dois grupos de Exercícios.
Não prometo continuar enviando os textos durante este mês. Espero retomar o contato
a partir de agosto.
Um abraço a todos
Pe. Adroaldo sj
O verbo “sair”, com o qual se inicia a narração (“... eis que o semeador saiu...”) é colocado numa evidente posição de destaque e evoca o tema do “êxodo”, de modo a dizer que, no início da narração, podemos perceber uma alusão ao mistério do “êxodo” de Deus, que “sai” do mundo divino e leva consigo uma carga de vida, que produz a maravilha da criação e da história com uma vitalidade inesgotável. Nada do que foi espalhado cai no vazio ou é desperdiçado: tudo, até o menor fragmento, jamais volta a Ele sem produzir vida, beleza e força criativa.
segue uma sugestão para rezar o Evangelho do próximo domingo.
A partir de hoje estou de mudança para Itaici. Estou retornando para a área
de Espiritualidade. Neste mês de julho estarei orientando dois grupos de Exercícios.
Não prometo continuar enviando os textos durante este mês. Espero retomar o contato
a partir de agosto.
Um abraço a todos
Pe. Adroaldo sj
EM CADA SEMENTE, UMA FAÍSCA DE ETERNIDADE
Na parábola (Mt. 13,3-9), a cena é iniciada pelo semeador: ele sai e, com um gesto, que une misteriosa-mente o céu e a terra, espalha, por toda parte e com abundância, uma semente de extraordinária potenciali-dade criativa. O Céu fecunda o grande ventre da Criação, o ventre da “terra”, e tudo canta e grita.
É o grito de júbilo da vida e do amor, que é causa de realização e sentido pleno da criação.
O gesto de semear é alegre, generoso, transbordante e irrefreável, precisamente porque é gratuito: é um semear por semear; é um semear criativo, isto é, comunica em abundância, em toda parte e a todos, a força da vida.
Aquele semeador não se preocupa, portanto, se a semente cai também onde não pode frutificar normalmente, porque a semente que cai ao lon- go do caminho se torna alimento e alegria para “os pássaros do céu que não semeiam, nem ceifam, não ajuntam em celeiros” (Mt. 6,26); aquela que cai em lugares pedregosos se torna, mesmo com seu germi-nar efêmero, motivo de alegria, numa situação aparentemente incapaz de vida; aquela que cai entre os arbustos acende a esperança, mesmo onde predomina a hostilidade. No final, sobretudo – e não só no “terreno bom”- desce e pousa a luz dourada da bênção, da alegria e da esperança.
Este “estranho” semeador deixa a sua semente cair por toda parte; para ele nada é inútil ou esquecido.
Em cada canto da Criação desce a bênção da fecundidade. Ele semeia tudo, esgotando seus imensos celeiros, sabendo que a flor da vida enriquece a criação e a história humana. E, sob o olhar contemplati-vo do narrador tudo se torna maravilha e beleza incomparáveis.
O terreno, onde a semente cai, se torna o jardim no qual floresce o dom inesgotável da vida.
Mas, para ser verdadeiramente o que é, cada terreno deve tornar-se acolhida. Se o céu exprime o dom, a terra representa a acolhida. Se Deus é Aquele que doa, a criatura é a que acolhe, com jubilosa gratidão e se deixa fecundar e plasmar pelo dom, para tornar-se revelação do doador e canto de louvor. Se o semear exige o “êxodo” de Deus, também a acolhida exige, da parte da criação, um “êxodo” de si mesma.
A imagem do “caminho”, como realidade que permanece estranha e impermeável ao poder criador da semente, sugere a idéia de que a verdadeira acolhida exige necessariamente a superação do instinto e natural fechamento em si mesmos, isto é, a superação do medo da “mudança”, ligada, inevitavelmente, ao contato e ao encontro com o “outro”.
A imagem do “terreno pedregoso” sugere a necessidade de se superar toda superficialidade, toda falsa aparência, para realizar uma autêntica acolhida na verdade, na profundidade e na perseverança.
Enfim, a imagem dos “arbustos”, que ocupam o terreno, lembra que a acolhida não é certa, mas exige a totalidade, a preparação e a disponibilidade, que liberta da multiplicidade dispersiva, dos medos, das hostilidades e das improvisações, que não produzem nada de duradouro.
Na semente acha-se presente uma grande força de crescimento. A força da vida, contida na semente, envelhecerá e se extinguirá se não houver quem confie nela, e arrisque sua terra, seu tempo e seu trabalho.
Quando a semente é enterrada na terra, ela já conhece o seu caminho; escondida ali, debaixo da terra, envolvida pelo absoluto silêncio, a semente germina e vai crescendo.
Mesmo à margem de todo e qualquer esforço que possa ser feito pelo agricultor, “a terra por si mesma produz fruto”, ultrapassando etapas precisas e bem definidas, que de modo algum podem ser modifica-das, apressadas e suprimidas. O importante é dar frutos no seu devido tempo.
“As sementes armazenam possibilidades misteriosas e surpreendentes aos nossos olhos. Cada semente é uma fonte, um desfecho, uma pausa da eternidade. Ser semente é possuir todas as idades, todos os percursos, todas as histórias. É preciso prezar a coragem das sementes. Apodrecer para inaugurar o fruto. Cada semente, como poesia, é um bilhete para viagens” (Campos Queiroz)
Na oração: - Você se parece com uma semente guardada no depósito, marcada pelo medo?
- Você se parece com uma terra ácida e estéril que não permite que nada germine?

Caro(a) amigo(a)
O Centro Loyola convida para o curso de férias “Tendência antissocial - Contribuições de Winnicott para a possível prevenção da delinqüência” que acontece nos dias 5, 7, 12 e 14 de julho. A proposta da psicóloga Patrícia Ferreira da Costa é apresentar o conceito inovador de D. W. Winnicott de Tendência Antissocial.
Os encontros serão às terças e quintas-feiras, das 19h30 às 21h30. As inscrições estão abertas. Informações: (31) 3274-0380 ou estudoswinnicottianos@uol.com.br.
Um abraço fraterno.
Equipe do Centro Loyola de BH
Equipe do Centro Loyola de BH
segunda-feira, 4 de julho de 2011
A Turma da Limpeza é animada!!!
Amigos, Há momentos que realmente devem ser eternizados. O registro em anexo nos reforça essa tese. Foi muito bom passar o dia com todos vocês. Fomos acolhidos pela familia da Ana Carla. O local super agradável. A feijoada preparada pela Marli foi um sucesso. A meninada se divertindo. Tudo na medida certa. O amor está no ar!!!! Já marcamos para o dia 20 de agosto nosso próximo encontro. Será um pernil oferecido pela Sônia, preparado pelo José Maurício, na cada da Fernanda. Imagina o que vai dar!?!?! Sentimos muito a falta de alguns amigos. Tenham a certeza que estiveram em nossa orações. Que Deus nos abençoe sempre!!! Idalécio e Máxima
domingo, 3 de julho de 2011
Amei a idéia Philipe !!
Alguém já fez e-partilha? Pois é, eu já, e achei bom.
Este trecho pra mim diz muito:
"Há um impulso interior que nos convida a saltar, do conhecido ao novo: um novo projeto, um novo compromisso, uma nova missão. Isso implica momentos de risco, mas também ali está a serena confiança de que podemos e queremos saltar. Não no vazio, mas no encontro."
Isto é o JIAC, isto é Amor, isto é Deus.....
Philipe Mattos
Este trecho pra mim diz muito:
"Há um impulso interior que nos convida a saltar, do conhecido ao novo: um novo projeto, um novo compromisso, uma nova missão. Isso implica momentos de risco, mas também ali está a serena confiança de que podemos e queremos saltar. Não no vazio, mas no encontro."
Isto é o JIAC, isto é Amor, isto é Deus.....
Philipe Mattos
sábado, 2 de julho de 2011
Encantado João - Renato Motha e Patricia Lobato
Homenagem desse casal maravilhoso a João Guimarães Rosa.
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Um homem do tempo da Esperança...
Imagens me dizem muito. Lembranças também. Na oração, junto as duas realidades num mesmo olhar. Na tela da memória, a lembrança da imagem de um menino, no alto do quintal da minha infância, contemplando o por do sol nas montanhas do meu belo horizonte...
O sol daquele tempo se punha, ao meu olhar, nas montanhas do bairro Caiçara, onde hoje moro. Engraçado morar, no presente, no horizonte que eu contemplava no passado...Continuo contemplando o por do sol, apesar de outros horizontes, reais e virtuais, se abrirem à minha frente. Em todos, busco razões para as esperanças que vislumbro, desde menino.
Por falar em esperanças...
Vejo num horizonte múltiplo, quase infinito, chamado youtube, entrevista do monge beneditino Marcelo Barros no programa do Jô, em que ele fala sobre D. Helder Câmara, Arcebispo de Olinda e Recife, um brasileiro que foi indicado quatro vezes ao Prêmio Nobel da Paz. Em 1999, ano em que morreu, às vésperas da chegada do Sec. XXI, Dom Helder foi eleito por um júri de jornalistas o brasileiro mais importante do Século XX, no item Religião. Hoje, poucos jovens o conhecem, sequer ouviram falar dele.
O monge conta uma história surpreendente, confidenciada a ele pelo próprio D. Helder.
Ele já estava velhinho, mas continuava atendendo as pessoas na sacristia da igreja das Missões, em Olinda, onde morava. Ali foi procurado por uma mulher simples, o rosto precocemente envelhecido coberto por uma maquiagem grosseira, que lhe disse:
- D. Helder, vim aqui me aconselhar com o senhor, pois estou muito agoniada. Eu sou prostituta, num sabe, mas gosto muito de Jesus. Pelo que me falaram, ele gostava das prostitutas também, tinha respeito e carinho com elas. Por isso, em homenagem a ele, toda sexta feira da paixão eu vou ao presídio Aníbal Bruno, em Itamaracá, e procuro o preso mais abandonado, mais esquecido, mais pobrezinho e me ofereço a ele, de graça. Quando contei isso às minhas amigas elas se horrorizaram, dizendo que era pecado, onde já se viu, na sexta feira santa, fazer uma coisa dessas, que Deus ia me castigar...
Será que Jesus está com raiva de mim, D. Helder?Dom Helder ficou um longo tempo em silêncio. Talvez estivesse lembrando a cena de Jesus com a mulher adúltera, depois que seus algozes foram embora. Segurou as duas mãos da mulher, os olhos marejados, e lhe disse com ternura:
- Não, minha filha, vai em paz, Jesus não está com raiva de você...Numa outra ocasião D. Helder contava que certa vez foi a uma favela, em Recife, celebrar a Crisma com uma comunidade muito pobre. Ao chegar à capelinha tosca, que se equilibrava sobre a lama do mangue, foi recebido pelo povo que cantava:
- “O Senhor é meu Pastor, nada me pode faltar...”.
D. Helder olhava em volta e constatava; estava faltando era tudo...
Na primeira leitura, durante a celebração, foi lido um trecho do livro do Eclesiástico que diz:
“Tomem bolsas que não envelhecem, onde se guardem coisas que o ladrão não leve, nem a traça corroa. Este é o teu tesouro. E onde estiver o teu tesouro, aí estará teu coração...”.
A miséria em volta lembrava ladrões engravatados que roubam tudo, até mesmo o coração, a alma das pessoas...
Mas o evangelho de Mateus, insistente, proclamava:
“Olhai como crescem os lírios do campo. Não trabalham, não fiam, no entanto, nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, vestiu-se como um deles sequer...”
E concluía: “Não vos preocupeis com o dia de amanhã, com o que haveis de comer, ou beber, ou vestir. A cada dia basta a sua preocupação, o seu fardo...”.
Ah, o fardo dos dias daquela gente miserável. De ontem, de hoje, de amanhã. Onde encontrar forças para arrastar esse peso cotidiano...?
Na trilha de D. Helder, penso comigo: porque tanta contradição entre o texto bíblico e a realidade? Quando o pobre será exaltado, os aflitos consolados, os famintos e sedentos saciados? Quando os mansos possuirão a terra? Serão as Escrituras um conto da fadas, um sonho impossível, uma utopia irrealizável?
Há muito aprendi que a utopia cristã não é sonho impossível. É rumo. Para lá caminhamos com nossos frágeis e trôpegos pés humanos. Fossemos anjos poderíamos voar. Mas não. O caminho, longo, é feito a pé. É perigoso e cansativo. Vez por outra nem há caminho. É preciso, então, inventá-lo, como o próprio D. Helder fez nos anos de chumbo da ditadura militar, quando sua casa foi metralhada, assessores foram sequestrados e mortos e seu nome censurado em todos os meios de comunicação.
Mas continuou firme na construção de uma esperança garimpada no cotidiano.
Em agosto completam-se 12 anos da ressurreição de Dom Helder. No horizonte do Sec. XXI ele se foi, em direção à plenitude que aqui, humanamente viveu, como se a vida fosse apenas um trailer do infinito.
30/06/2011
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